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DATA DA PUBLICAÇÃO 25/07/2012 | Cultura
''Eu deveria ter contraído HIV e morrido'', diz Elton John em discurso
Cantor britânico falou na Conferência Internacional sobre a Aids nos EUA.

'Precisamos de mais amor se queremos acabar com a Aids', afirmou.

O cantor britânico Elton John afirmou nesta segunda-feira (23) que o mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids, uma pandemia que custou 30 milhões de vidas desde o seu surgimento nos anos 1980.

Em um discurso forte feito na XIX Conferência Internacional sobre a Aids, realizada esta semana em Washington, o maior evento de especialistas em HIV/Aids do mundo, o músico começou falando que correu o risco de contrair o vírus. "Eu não deveria estar aqui hoje. Eu deveria estar morto, enterrado em um caixão de madeira. Deveria ter contraído HIV nos anos 80 e morrido nos anos 90, assim como Freddie Mercury e Rock Hudson, assim como tantos amigos nossos. Todos os dias me questiono: 'como sobrevivi?' Não sei a resposta e nunca saberei".

Ele prosseguiu para passar adiante a mensagem. "Mas eu sei por que estou aqui. Estou aqui para entregar a vocês a mensagem que salvou minha vida. A mensagem que pode salvar milhões de vidas se a colocarmos em prática. Todos merecem compaixão, todos merecem dignidade, todos, todos, todos merecem amor. Por que estou dizendo isso a vocês? Porque a doença da Aids é causada por um vírus, mas sua epidemia não. A epidemia da Aids é causada pelo estigma, pelo ódio, pela falta de informação, pela ignorância, pela indiferença. Precisamos de mais amor se queremos acabar com a Aids".

"Precisamos é de mais amor para os que estão vivos", afirmou, lembrando sua juventude como um homossexual viciado em drogas com dificuldades para ser aceito, e lamentando a discriminação que ainda existe com este grupo em muitas partes do mundo. "Há algumas pessoas que olham os doentes e buscam razões para culpá-las", explicou, acrescentando que o medo do isolamento impede que as pessoas façam exames ou iniciem um tratamento.

O cantor saudou a iniciativa dos Estados Unidos de financiar programas de tratamento mundiais contra a doença, mas denunciou a sua incapacidade de conter uma epidemia aguda na capital americana, onde a taxa de transmissão entre homens negros está aumentando. "Se este país quisesse acabar com a Aids em casa, poderia fazer isso num piscar de olhos", afirmou, recebendo aplausos.

A Conferência Internacional sobre a Aids é realizada a cada dois anos e voltou aos Estados Unidos pela primeira vez desde 1990, depois de o governo americano eliminou as restrições ao acesso ao país de pessoas soropositivas.

Por G1, em São Paulo, com informações da France Presse
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