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DATA DA PUBLICAÇÃO 25/11/2015 | Setecidades
Estudo aponta que 65% dos moradores da região são ativos
 Estudo aponta que 65% dos moradores da região são ativos Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Dados de pesquisa inédita realizada pela Secretaria Estadual da Saúde, em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano), apontam que 65% da população do Grande ABC, cerca de 1,7 milhão de pessoas, realizam pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente. O estudo, que colheu dados de 7.000 moradores da região nos últimos 11 anos, indica que a média observada na região é superior à registrada no País (55%).

Conforme a amostra, Mauá é o município com maior percentual de moradores ativos entre as sete cidade. Ao todo, 73,1% de seus munícipes cumprem a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de meia hora diária de atividade física moderada a vigorosa, ou, no mínimo 150, minutos por semana. Rio Grande da Serra aparece na sequência, com 72% de moradores ativos. A cidade é seguida por São Bernardo (65,5%), Santo André (64,7%), Diadema (64,2%), São Caetano (63,3%) e Ribeirão Pires (61%).

Um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo e professor de Educação Física do Celafiscs, Timóteo Araújo explica que o resultado alcançado pelos sete municípios deixa evidentes as características da região. “Existem muitos fatores que contribuíram para este percentual acima de média. O Grande ABC tem uma área verde privilegiada, além disso, na pesquisa foram levadas em consideração diversas atividades físicas, incluindo o ato de ir trabalhar a pé ou de bicicleta, algo que é comum para moradores deste território.”

Para o pesquisador, diferente da Capital, que oferece percentual similar à média brasileira, moradores do Grande ABC conseguem encaixar a pratica esportiva na sua rotina. “Geralmente a população daqui trabalha próximo de suas residências. Com isso, sobra tempo para as atividades noturnas.”

Segundo o estudo, que teve como base as respostas de pessoas com idade entre 18 e 70 anos, as mulheres são mais ativas do que os homens. A recomendação da OMS é seguida por 69% do público feminino, contra 63% da população masculina. “Enquanto os homens se exercitam com mais intensidade, as mulheres realizam atividades físicas com maior frequência”, relata o professor.

Moradora do Jardim Matriz, em Mauá, a vendedora Miriam Aires Chagas, 35 anos, é uma das que se encaixam no estudo. “Como trabalho com vendas, ando muito durante todo o dia. Além disso, o trajeto que faço para levar e buscar meu filho na escola é considerável”, relata.

De acordo com Miriam, o resultado positivo alcançado com a prática de atividades físicas foi tão satisfatório que, há dois meses, ela decidiu aumentar a quantidade de exercícios. “Agora, faço duas vezes por semana hidroginástica de graça pela Prefeitura. Isso melhorou muito minha respiração e dores nas costas”, revela.

O investimento que as prefeituras da região vêm realizando em atividades esportivas também é fundamental para o resultado, considera o pesquisador. “As aulas oferecidas em parques por todos os municípios como, por exemplo, a aula de zumba feita por São Caetano, atraem o público. Os obstáculos para que a população saia do sedentarismo é diminuída”, diz o especialista. Timóteo acrescenta ainda que o alto índice da população ativa entre as sete cidades está diretamente relacionado a fatores socioeconômicos, culturais, educacionais e às condições de acessibilidade e mobilidade.

Academias ao ar livre atraem público para prática esportiva

De acordo com o pesquisador e professor de Educação Física do Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano) Timóteo Araújo, o investimento realizado pelas prefeituras do Grande ABC na instalação de academias ao ar livre foi fundamental para moradores sedentários iniciarem a realização de atividades físicas diárias. O projeto começou a ser implantada em meados de 2010, por meio de parceria entre o governo do Estado e municípios.

“A proposta trouxe locais adaptados para a prática esportiva para dentro dos bairros. Com isso, aqueles que antes reclamavam da distância ou do custo de uma academia não têm mais desculpas para não realizar exercícios”, relata.

Em Santo André, onde a primeira academia ao ar livre foi aberta, em março de 2011, atualmente, são 69 espaços espalhados pela cidade. Já Mauá conta com 14. Ribeirão Pires, que tem nove academias, já prevê a instalação de mais cinco nos bairros, Jardim Serrano, Jardim Valentina, Jardim Caçula, Jardim Guanabara e Iramaia.
Os demais municípios não retornaram até o fechamento desta edição.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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