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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/10/2016 | Cidade
Estrada do Carneiro está abandonada pela Prefeitura de Mauá
 Estrada do Carneiro está abandonada pela Prefeitura de Mauá Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
“Não bastasse a dificuldade que temos para nos locomover pelas vias do bairro, também somos obrigados a escutar pessoas nos chamarem de pé de barro. A gente está completamente esquecido aqui”. O desabafo do monitor escolar Henrique Cardoso, 18 anos, retrata a situação de abandono que moradores da Estrada do Carneiro, em Mauá, enfrentam diariamente.

A via, com aproximadamente três quilômetros de extensão, é o principal corredor viário entre a região central do município e bairros localizados em áreas de manancial, tais como Recreio Vital Brasil, Jardim Taquarussu, Vila Real e Jardim Luzitano. No entanto, sem reparos por parte da Prefeitura, a estrada, que é de terra em dois quilômetros de sua extensão, impõe série de barreiras à população da área. “Se está sol, somos obrigados a conviver com a poeira. Se chove, é quase impossível passar pela lama. É difícil viver nessa situação”, relata a dona de casa Dayane Aparecida, 25.

Mãe de Layane Vitória, 3, e de Miguel Rodrigo, 4, a moradora diz enfrentar todos os dias “situação caótica” para levar os filhos à escola. “Preciso carregar os dois no colo e ir me equilibrando para que eles não se sujem. Tem vezes que pedimos carona para vizinhos ou motoristas de ônibus”, revela.

Segundo moradores, o esburacamento da via, somado ao excesso de lama, isola o bairro. “Quanto está muito ruim (a estrada), os ônibus nem passam por aqui. Nenhuma van escolar cadastrada na Prefeitura aceita trazer as crianças. É um abandono total”, reclama a dona de casa Rosilene Ferreira de Castro, 38.

Em novembro do ano passado, o prefeito Donisete Braga (PT) chegou a apresentar para a população local proposta para amenizar os problemas da via. O procedimento, feito com xisto betuminoso – rocha sedimentar e porosa, rica em material orgânico – é similar a uma ação já realizada pela Prefeitura de São José dos Campos. A experiência da cidade do Interior custou cerca de R$ 30 por metro quadrado.

O material, alternativa usada para áreas de proteção ambiental e que, portanto, não podem ser asfaltadas, serve como impermeabilizante para a via. A promessa era a de que as intervenções começariam em abril, porém, segundo moradores, o serviço durou duas semanas e só contemplou 300 metros da estrada.

“Eles (funcionários municipais) passaram com uma máquina para prensar a terra, mas só arrumaram um quarteirão. O restante está cheio de lama nos canteiros. Isso só dificulta nossa passagem, pois, sem calçada, temos de passar pelo meio da via. Foi uma ação para mostrar trabalho às véspera da eleição”, desabafa a comerciante Wendy Rodrigues da Silva, 26.

Levantamento feito junto ao Portal da Transparência da cidade aponta que a última intervenção realizada pelo Paço na região foi em 2008, quando a administração contratou, pelo valor de R$ 140 mil, empresa para realizar a pavimentação de trecho da via. Depois dessa intervenção, não foi realizada nenhuma obra de grande porte no local.

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Mauá não se manifestou sobre o assunto.

Linha municipal volta a operar após denúncia

Após o Diário denunciar, em junho, a mudança de itinerário da Linha 142-Luzitano, operada pela Suzantur, a Prefeitura de Mauá retomou o antigo trajeto feito pelo coletivo, responsável por atender moradores do Jardim Taquarussu.

Em maio, a administração municipal havia retirado do itinerário da linha a passagem dos coletivos pela Estrada do Regalado, com a justificativa de que estudo havia constatado que 99% dos passageiros transportados desciam antes de os ônibus chegarem à via. No entanto, após famílias denunciarem as dificuldades para se locomover pela região, a Prefeitura se viu obrigada a desfazer a mudança.

“Isso prejudicou muitas pessoas que levavam as crianças para a escola ou até a unidade de Saúde mais próxima, no Feital. Como fizemos muitas denúncias, eles retomaram o trajeto em julho. Nosso medo é que eles (administração) mudem de novo após a eleição”, relata o monitor escolar Henrique Cardoso, 18 anos.

Sem a passagem do ônibus pela estrada, trabalhadores eram obrigados a mudar a sua rotina. Em alguns casos, munícipes tinham de se deslocar por até 700 metros na caminhada até o ponto mais próximo atendido por outras linhas, se arriscando por estrada sem calçada, com piso em péssimo estado e em áreas sem iluminação pública e com alto índice de assaltos.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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