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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/09/2012 | Política
Estimativa de gastos das eleições em BH daria para comprar mais de 14 milhões de livros didáticos
Campanha eleitoral é sinônimo de muito dinheiro. Pelo menos para os grandes partidos e coligações, que investem pesado em marketing, assessoria e projetos para ajudar na disputa pelos cargos públicos. Em Belo Horizonte, assim como nas maiores cidades do Brasil, os valores gastos no período eleitoral chegam à casa dos milhões.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), somados os valores previstos para investimentos dos sete candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e dos aspirantes a uma vaga na Câmara Municipal, o montante é de aproximadamente R$ 76,9 milhões. Apenas os dois principais concorrentes ao Executivo, Marcio Lacerda (PSB) e Patrus Ananias (PT), previram gastar R$ 55 milhões até o fim deste período.

Segundo o cientista político Carlos Ranulfo, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Brasil tem altos gastos na corrida pelas cadeiras públicas.

"No geral, a campanha eleitoral no país é muito cara. Esse custo é maior principalmente devido à produção das peças para o horário na TV e no rádio. E a propaganda é um recurso crucial na competição", comenta o especialista.

Carlos Ranulfo complementa que, na maioria das vezes, os valores previstos para a campanha não conseguem ser alcançados. "Se você pegar os candidatos de Belo Horizonte, por exemplo, eles estimaram uma receita e acabaram recolhendo muito menos", diz.

Tal afirmativa se confirma ao se observar os recursos levantados pelas campanhas na capital mineira. Até a segunda prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no começo de setembro, os políticos que disputam a PBH declararam ter recebido apenas cerca de R$ 5,3 milhões.

O cientista político acredita também que o quadro de transparência referente às campanhas obteve uma evolução importante nos últimos anos. "Os candidatos são obrigados a prestar contas à Justiça e, caso elas não sejam aprovadas, há punições", aponta. Ele acrescenta que o cidadão tem acesso a esses dados por meio da internet. "Se tiver interesse, o eleitor consegue as informações nos sites dos tribunais e pode até tomá-las como base para o voto".

Recursos milionários

Com uma disputa milionária, a preocupação sobre a origem e o destino do dinheiro deve ser ainda maior, já que há financiamentos de diversas organizações em jogo. No site do TSE é possível ver como foi planejado o destino desses cerca de R$76,9 milhões, incluindo a aquisição de material de divulgação e contratação de equipes.

E você, enquanto eleitor, sabe o que daria para fazer com todo esse dinheiro? O Portal HD fez um levantamento para mostrar como a renda estimada para uso nas campanhas poderia reverter-se em produtos e serviços. Essa quantidade seria suficiente, por exemplo, para dar abrigo a mais de 1.500 mil famílias, por meio da construção de moradias populares da PBH (o custo unitário é de R$ 50 mil). Também daria para investir na educação, com a aquisição de 14.491.525 livros didáticos de História de Minas para as escolas, com o valor pago pelo Ministério da Educação de R$ R$ 5,31.

Por Milson Veloso - Portal HD
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