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DATA DA PUBLICAÇÃO 25/07/2016 | Economia
Escritório compartilhado é opção para reduzir custos
Escritório compartilhado é opção para reduzir custos Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
Em tempos de crise, o aumento da eficiência passa a ser uma das maiores preocupações para que as organizações possam se manter competitivas no mercado. Uma das opções que vêm crescendo na região é o chamado coworking, que consiste na utilização do mesmo espaço físico por empresas diferentes, e cuja redução mensal de gastos para os usuários chega a até 80%.

No Grande ABC, existem pelo menos oito locais destinados ao compartilhamento de escritórios, sendo um em Santo André, quatro em São Bernardo e três em São Caetano. Um dos mais novos foi inaugurado há cerca de quatro meses pela empresa Locus, no Espaço Cerâmica, em São Caetano. A diretora da unidade, Renata Bottura, revela que o investimento para a abertura da área, com 100 metros quadrados, foi de aproximadamente R$ 100 mil.

A empresária explica que o local é bastante utilizado por empreendedores, autônomos ou pessoas que trabalham como freelancer. O profissional pode alugar posição de trabalho em uma bancada para até 12 pessoas e, se optar pelo pacote anual, pagará R$ 700 por mês. “Ele terá direito a toda nossa infraestrutura, como internet, ar-condicionado, copa, limpeza e manutenção, além de secretária, que fará atendimento telefônico personalizado com o nome de cada empresa e que realizará a transferência de ligações e o envio de recados”, diz Renata. Em escritório convencional, o gasto mínimo seria de cerca de R$ 3.200, segundo suas estimativas.

“Além da economia, a vantagem é a comodidade, já que o cliente não precisa se preocupar com questões burocráticas, como pagamento de contas de água, luz, telefone, internet, condomínio e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)”, salienta a diretora. É possível fazer o aluguel avulso das estações de trabalho, por R$ 20 a hora, também com direito a ponto de internet e aparelho telefônico.

O produtor de vídeos Fabio Millan Vaz, 34 anos, é um dos moradores da região que optou pelo coworking. Pai de uma bebê de 1 mês de idade, ele escolheu esse modelo de escritório após constatar que precisava de local onde pudesse se concentrar mais no serviço. “Antes, eu até conseguia trabalhar em casa. Mas, agora, com a minha filha, fica mais difícil.”

Vaz destaca que o compartilhamento do local de atuação tem outra vantagem: o networking. “É possível fazer contatos com bons profissionais, que, inclusive, me ajudam no dia a dia, quando preciso de opinião externa para avaliar e fazer sugestões às minhas animações em vídeo.”

Por fim, o produtor salienta que o fato de possuir escritório – sem ser dentro de casa – demonstra aos seus clientes nível maior de profissionalismo e credibilidade.

Na empresa de São Caetano também é possível alugar salas de reunião para até dez pessoas – cujo preço da hora varia de R$ 30 a R$ 50 – e um auditório para 50 pessoas, que sai por R$ 300 o período de quatro horas. A Locus possui unidade na Avenida Paulista, na Capital, há cerca de 15 anos, e outra em Santos, no Litoral. A companhia já tem planos de expansão: nos próximos meses irá abrir filial em Osasco e, em 2017, mais uma em São Caetano, na Avenida Presidente Kennedy. “Também estamos avaliando a possibilidade de ir para Santo André e São Bernardo. Esta é uma região muito forte na área de serviços, com potencial muito grande e que ultrapassa os limites da indústria, que é a tradição local mais forte”, acrescenta Renata.

SALAS PRIVADAS - Dentro do modelo de escritórios compartilhados também é possível alugar salas privadas. Na empresa localizada no Espaço Cerâmica, os preços para essa modalidade variam de R$ 1.500 a R$ 2.500 por mês no plano anual. Na opção mais cara, o ambiente tem varanda exclusiva e o cliente tem direito a vaga no estacionamento do prédio.

A empresária Izabel Ferreira Murray, 44, é uma das que optou pelo espaço privativo. Ela trabalha em uma agência de cuidadores e escolheu o escritório separado para garantir a privacidade dos clientes, e também porque utiliza o espaço para recrutar prestadores de serviço. “Temos, sim, uma redução de custo, mas o que mais compensa é a facilidade. A dor de cabeça é bem menor do que se optássemos por um local fora e que fosse só nosso.”

Por Fábio Munhoz - Diário do Grande ABC
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