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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/04/2011 | Cidade
Empresa de ônibus não manda em Mauá
Para o vice-prefeito de Mauá, Paulo Eugênio Pereira (PT), não passa de lenda a história de que quem manda em Mauá é a empresa de ônibus da cidade. Após uma disputa política e jurídica contra a companhia que monopolizava o transporte coletivo municipal, o prefeito Oswaldo Dias (PT) entregou metade das linhas de ônibus para outra companhia. Por causa disso e de um bom desempenho administrativo, Paulo Eugênio anuncia que Oswaldo disputará a reeleição na eleição municipal de 2012. Na entrevista abaixo, o vice-prefeito faz um breve balanço da gestão petista na cidade para mostrar que o PT sai em vantagem na campanha do ano que vem.

ABCD Maior - A tendência para a eleição de 2012, à Prefeitura, é que a disputa saia da bipolarização, como a eleição passada. Isso preocupa o PT?

Paulo Eugênio -
Isso é uma estratégia dos nossos adversários: lançar vários candidatos para depois se unirem no segundo turno. O PT está firme em torno da candidatura do prefeito Oswaldo Dias à reeleição. Em função dos resultados que nosso governo vem obtendo, Oswaldo é o legitimo candidato, com ótima perspectiva de reeleição. A população, no ano que vem, vai comparar o período em que Oswaldo foi prefeito com os anos que nossos adversários administraram. Com certeza, ganhamos de goleada.

ABCD Maior – O que pode influir nas eleições do ano que vem?

Paulo Eugênio –
Percebemos que os grandes investimentos em serviços públicos que existem na cidade foram trazidos pelo PT. Recentemente, quando inauguramos o Centro dos Professores, vi que estávamos num bulevar que foi feito na gestão do PT, havia também o Mauá Plaza Shopping, que agora está ampliando os investimentos. Foi na gestão do Oswaldo que garantimos o acesso do Rodoanel com a cidade. Mesmo Mauá tendo dificuldades financeiras, as coisas na cidade só acontecem quando o PT está na Prefeitura.

ABCD Maior – Para sanar as dificuldades orçamentárias de Mauá, a solução seria trazer mais investimentos privados para a cidade?

Paulo Eugênio
– O investimento não acontece por acaso. Quando uma pessoa vai investir na cidade, ela avalia as vantagens e desvantagens, mas também olha o ambiente político. Mauá passou por uma instabilidade política nos últimos anos. Isso atrapalhou os investimentos. Mas com retorno do PT e com Oswaldo os investimentos foram retomados.

ABCD Maior – Quais os investimentos que a cidade recebeu nesses dois primeiros anos?

Paulo Eugênio -
Inauguramos o Atacadão, mais uma loja da Coop, que também está trazendo o Centro de Panificação. Temos indústrias pequenas e médias vindo para a cidade, como a Keiper do Brasil (produtora de bancos automotivos). Além disso, estamos cedendo uma área para o estado de São Paulo fazer o Polo Tecnológico e negociamos com o Ministério da Educação um campus da UFABC (Universidade Federal do ABC) em Mauá, que vai preparar a cidade para o futuro, não só na infraestrutura urbana, mas também tecnologicamente.

ABCD Maior – A base aliada à administração em Mauá é maioria na Câmara. A proximidade das eleições municipais de 2012 pode atrapalhar a governabilidade?

Paulo Eugênio –
O governo tem uma tranquilidade. Todos os projetos foram aprovados. O presidente da Câmara foi reeleito, não temos nenhuma dificuldade na governabilidade. É claro que os vereadores sempre querem participar do bônus de ser governo e de estar na base de sustentação. Mas quando temos o ônus, eles não querem estar na defesa do governo. E o governo toma medidas que nem sempre são tão bem aceitas pela população. Por exemplo, cobrar a taxa de iluminação: todas as cidades do ABCD cobram. Mauá era a única que não cobrava e é uma incoerência a cidade mais pobre não cobrar a iluminação. Essas situações incomodam um pouco os vereadores, mas estamos com tranquilidade. Eu fui vereador, o Oswaldo foi vereador, e isso facilita a compreensão com a Câmara.

ABCD Maior – Em termos políticos, a reeleição do Oswaldo é uma meta para o PT. Mas qual seria a meta administrativa para o próximo mandato?

Paulo Eugênio –
Nós estamos discutindo Mauá para 2025. A ideia é planejar a cidade para o futuro, sempre buscando melhorar a qualidade de vida das pessoas. 2025 está longe, mas se você não der um passo a caminho do seu sonho ele não se realiza. A prioridade deste governo tem sido a área social. Se você pegar os investimentos do governo a maioria é nas áreas de saúde, educação, assistência social. Isso não demonstra só vontade, mas o investimento público. O foco tem sido cuidar das pessoas, e isso envolve onde houver moradia, ter água, esgoto e ruas pavimentadas. Cuidar das pessoas é a nossa prioridade.

ABCD Maior – Terça-feira (12/04) foi aprovado na Câmara a regularização de algumas áreas de ocupação. Já é um dos passos para resolver o problema das áreas irregulares?

Paulo Eugênio -
Mauá tem uma história de emancipação política e crescimento desordenado que gerou loteamentos irregulares. Isso dá uma insegurança ao proprietário, porque ele não pode vender a casa financiando. Então, quando você dá essa segurança ao morador, a pessoa tem sua propriedade regularizada e passa a cuidar melhor da sua propriedade, gosta mais do bairro em que mora e da cidade. Ao regularizar a construção, estamos cuidando também da cidade.

ABCD Maior – Qual o impacto que a alteração dos trajetos dos ônibus trouxe para a cidade?

Paulo Eugênio –
Nós percebemos que em Mauá todos os ônibus vinham para o centro da cidade, travando algumas vias e, geralmente, não tão cheios. Do ponto de vista do trânsito, a ideia é fazermos a coleta dos passageiros nos bairros, então uma baldeação no ponto, para, assim, termos uma quantidade menor de ônibus para o centro da cidade, garantindo conforto e rapidez. Teremos ônibus menores circulando nos bairros e maiores levando ao centro.

ABCD Maior – Essas mudanças seriam possíveis caso ainda apenas uma empresa na operação das linhas municipais?

Paulo Eugênio –
Hoje podemos comparar os serviços das duas empresas, embora uma não esteja na mesma linha que a outra, até porque são lotes diferentes. A secretaria de Mobilidade Urbana pode comparar a qualidade do serviço prestado para o usuário e os horários. Então, aumentar a eficiência era um desejo antigo de Mauá. Além disso, quebrou-se a lenda de que era a empresa de ônibus que mandava na cidade. Quem manda na cidade é o gestor público.

ABCD Maior - Marta Suplicy (PT) enfrentou situação semelhante quando era prefeita da Capital. Qual é a sua avaliação política sobre a quebra do monopólio?

Paulo Eugênio –
O período de transição foi bem difícil. Na nossa avaliação isso já está superado. Teve momentos de violência, ameaças, a preocupação do sindicato com os trabalhadores, com o medo de gerarmos demissões. Por isso, deu-se prioridade aos trabalhadores que já estavam na empresa, para que se implantasse uma nova empresa na cidade. Mas hoje não há possibilidade de retorno e o modelo vem sendo bem avaliado pela população. As duas empresas terão que funcionar no mesmo patamar de qualidade.

ABCD Maior – Como está a relação com o novo governador?

Paulo Eugênio -
O Oswaldo sempre teve uma boa relação com o Geraldo Alckmin (PSDB). Temos mais acesso ao Alckmin do que ao (ex-governador) José Serra. O Serra não quis discutir o Hospital Nardini e mandou que o prefeito pegasse o chinelo e matasse as baratas do hospital. Já o atual secretário de Saúde colocou o Nardini de novo na pauta. E vamos conversar para colocar um valor a ser destinado ao custeio do Nardini, porque atendemos toda a micro região de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Estamos pleiteando que parte da administração seja custeada pelo Estado e pelo menos fomos recebidos para discutir o assunto.

ABCD Maior – Como está a questão de investimento para o hospital? Quanto a Prefeitura destina para a Fundação ABC administrá-lo?

Paulo Eugênio –
Nós mudamos o modo de gerenciamento do Nardini: contratamos a Fundação ABC e repassamos o recurso. O primeiro contrato era R$ 4,2 milhões e agora é de R$ 4,9 milhões. Esse recurso é para a manutenção e custeio. Na nossa avaliação, acertamos na mudança.

Por Fabíola Andrade - ABCD Maior
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