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Após fechar sete lojas na região, Seta diz que manterá unidades em Santo André e Mauá
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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/02/2017 | Cidade
Empregado teme que Seta de Mauá feche
Empregado teme que Seta de Mauá feche Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Funcionários do Seta Atacadista temem pelo encerramento de mais uma unidade na região, a de Mauá, situada na Avenida João Ramalho, 222, Vila Noemia. Das nove lojas que o atacarejo (que mescla atacado e varejo) possuía no Grande ABC, apenas duas permaneceram abertas, essa e outra em Santo André, na Estrada Cata Preta, 131, Vila João Ramalho. As demais fecharam as portas na calada da noite, em intervalo de duas semanas – sendo cinco em um só dia, na segunda-feira.

O medo de perder o emprego se baseia no fato de o vale-transporte ter sido pago somente até o dia 7, terça-feira, e de as prateleiras estarem com diversos produtos em falta, como ocorreu com as unidades que fecharam, conforme relatam colaboradores que pediram o sigilo de seus nomes.

No entanto, na quarta-feira, em reunião com representantes do Secabc (Sindicato dos Comerciários do ABC), os proprietários do Seta Atacadista, Matheus Duarte e Luiz Renno, garantiram que as duas lojas em operação no Grande ABC não teriam as atividades encerradas.

Ontem, o Diário procurou a empresa novamente, que negou o risco de fechamento. Questionado, o sindicato disse desconhecer o fato. “Não estamos sabendo de nada, pelo menos por enquanto”, afirma Daniel Dias, diretor do Secabc.

Na região, cerca de 350 trabalhadores foram demitidos após o fechamento das sete lojas. Ao todo, nas 16 encerradas, 600 perderam o emprego. O recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), atrasado desde julho, e o pagamento das verbas rescisórias, serão definidos em outra reunião entre o Seta e a entidade na segunda-feira. Para ter acesso ao seguro-desemprego, os profissionais precisam receber o montante devido do fundo. O restante possivelmente será parcelado.

PREJUÍZO - Quem também está sendo prejudicado são os microempreendedores que possuíam negócios dentro das lojas. “Em razão da queda de movimento no supermercado, tive que cortar funcionários”, afirmou empresária que não quis se identificar. Dos cinco empregados, ela reduziu para dois, quando foi surpreendida com a notícia do encerramento do Seta em Diadema. “O pior de tudo é que não nos avisaram nada, nem para nós, muito menos aos funcionários. Estou tendo de arcar com grande prejuízo”, explica ela, que pretende ingressar com ação na Justiça contra o atacarejo, devido à falta do aviso prévio.

De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o Seta Atacadista possui atualmente 65 ações cíveis contra a companhia que, na realidade, responde por seis empresas: Setah Operações Ltda; Setah Exportações Ltda; Setah Participações Ltda; Setah Participações S/A; HQZ Comércio de Alimentos Ltda e QZH Comércio de Alimentos Ltda.

Do total da processos, dez são provenientes da região, sendo quatro de Diadema, três de Santo André e outros três de São Bernardo. Os motivos variam entre danos moral e material, títulos de crédito, inclusão indevida no cadastro de inadimplente e responsabilidade dos fornecedores.

Tanto no TJ-SP como na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) não constam, no entanto, pedidos de falência nem de recuperação judicial.

Por Gabriel Russini - Especial para o Diário
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