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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/01/2017 | Cidade
Em Mauá, parque oferece vasto conteúdo a alunos
 Em Mauá, parque oferece vasto conteúdo a alunos Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
No movimentado município de Mauá, uma ampla área destoa do clima de cidade grande e esconde um universo repleto de conhecimento a ser explorado por estudantes de escolas públicas, particulares e também universitários. No bairro Jardim Sampaio Vidal, localiza-se o Bio Parque Macuco (antiga Estância Santa Luzia, que até 2011 abrigava um hotel). Em um único espaço, botânica, paleontologia, arqueologia, zoologia, história, geografia, microbiologia e sustentabilidade prendem a atenção dos visitantes, somente de âmbito educacional.

Um dos pontos de maior destaque é o chamado mantenedor de fauna, local autorizado pelo Ibama e que recebe animais apreendidos em ações de fiscalização por estar sofrendo maus-tratos e/ou não ser do interesse de outros zoológicos. São 24 espécies, divididas em 200 exemplares, entre aves, cobras, macacos, jabutis, cabra, quatis, entre outros. O primeiro a chegar foi um gavião, em 1996 e, logo depois, veio Steve, o jacaré. O biólogo e coordenador do Bio Parque Macuco, Ronaldo Morais da Silva, 48 anos, conta que as principais atrações são os 11 macacos-prego. “E são o terror também”, diz, aos risos, referindo-se à agitação dos primatas.

Para alunos do Ensino Superior, nas áreas de Veterinária, Biologia, Zoologia, entre outros, cursos com duração de um dia são ministrados. “Eles tentam suprir a necessidade dos cursos de graduação: o contato e a vivência com os bichos”, ressalta Silva. O cronograma deste ano está sendo montado. “O primeiro deve ser sobre canídeos”, diz o biólogo. O custo médio é de R$ 60, com recebimento de certificado.

A funcionária pública federal e moradora de Santo André Lilian Cezarini Mayo, 57, é estudante do 3º semestre de Biologia e já participou de cinco cursos no local – o primeiro, soube por meio de cartaz no quadro de avisos da faculdade. “Gostei muito pela seriedade dos responsáveis, pelo amor aos animais, pelo entusiasmo deles com novos projetos e pela oportunidade que nos dão com o compartilhamento dos conhecimentos”, conta.

À parte da fauna e flora, os visitantes têm contato com um mundo de descobertas, das quais a garotada nem imagina que um dia existiram. No Museu Brasil, aprende-se sobre cultura popular na Vila Caipira, as lendas do folclore e as tradições indígenas. Outros dois museus – da Comunicação e do Transporte – mostram a evolução das duas áreas, e a Casa de Charles Darwin reproduz a vida, história, experiências e obras do naturalista britânico, que estudou a natureza. No espaço há uma réplica do navio HMS Beagle, no qual Darwin fez uma viagem que durou quatro anos e nove meses com o objetivo de mapear a costa da América do Sul.

A visitação em todos os espaços tem duração de quatro horas. O local não conta com lanchonete ou restaurante, mas as pessoas podem levar lanche para consumir em áreas especiais. “O parque proporciona entender o mundo de maneira geral”, assegura Silva.

Escolas interessadas em agendar uma visita podem entrar em contato pelo e-mail macucoexpedicoes@gmail.com ou nos telefones 97569-5495/4577-1171.

Alunos de escolas públicas pagam R$ 18 pela entrada e de colégios particulares, R$ 25. Professores são isentos do pagamento.

A partir de março, alunos e docentes terão mais atrações para interação

Quando as visitações forem retomadas, em março, novidades integrarão as atividades do Bio Parque Macuco. Uma delas será na Casa Charles Darwin. “Haverá a Árvore da Vida, que será uma escultura em três dimensões que representará a ideia básica de Darwin sobre a evolução de toda a diversidade da vida”, conta o biólogo e coordenador do local, Ronaldo Morais da Silva, 48 anos.

No Museu Brasil, a área indígena ganhará réplica de uma oca e mais objetos da cultura de outros países. Ainda no espaço, a Vila Caipira, que conta com a remontagem de uma farmácia da década de 1930 e de um empório, reproduzirá espaços, como padaria, carpintaria e barbearia.

Mantido com recursos provenientes das visitas escolares e cursos para universitários, o equipamento aceita doações de materiais para acrescentar aos museus, além de rações e outros alimentos para os animais.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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