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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/06/2018 | Cidade
Em crise com FUABC, Mauá abre edital na Saúde
Em crise com FUABC, Mauá abre edital na Saúde Empresa daria retaguarda ao sistema municipal às vésperas de rompimento de contrato com Fundação. Foto: Celso Luiz/DGABC
Empresa daria retaguarda ao sistema municipal às vésperas de rompimento de contrato com Fundação. Foto: Celso Luiz/DGABC
A Prefeitura de Mauá abriu processo de contratação para empresa para retaguarda aos equipamentos de Saúde municipais. A iniciativa surge em um momento no qual a cidade discute a rescisão contratual com a FUABC (Fundação do ABC) – a organização informou que deve prestar os serviços só até este mês.

O edital, publicado na semana passada, no entanto, não define o prazo final para a seleção da nova prestadora de serviços.

A expectativa do Paço mauaense é que o novo contrato some R$ 5,5 milhões por ano e inclui serviços médicos hospitalares, como consultas, partos, assistência de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e exames de mamografia.

O processo dividiu a prestação de serviços em três lotes, sendo que o principal tem valor estimado de R$ 3,8 milhões ao ano.

A justificativa do Paço é que o chamamento público seria uma forma de “conhecer propostas das empresas do mercado” e que não estaria relacionado diretamente ao processo de rompimento com a FUABC. A entidade é responsável por administrar diversos equipamentos de Saúde, entre eles o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, o maior da cidade.

No começo do mês, a FUABC comunicou à Prefeitura de Mauá que vai encerrar o vínculo contratual com o município. Documento oficial foi protocolado na sede da administração mauaense, ainda comandada por Alaíde Damo (MDB) – o prefeito Atila Jacomussi (PSB) foi solto na sexta-feira, mas está impedido judicialmente de exercer o cargo.

A principal alegação foi a dívida milionária que o Paço possui com a entidade regional, que administra os serviços de Saúde da cidade desde 2010.

Além de anunciar o rompimento, FUABC disse que cobrará na Justiça o passivo. A Fundação contabiliza que a Prefeitura não repassou R$ 123 milhões por serviços prestados desde 2015, quando novo contrato foi assinado – e a atuação da entidade, expandida.

Esse acordo, assinado pelo ex-prefeito Donisete Braga (ex-PT, atual Pros), estava orçado em R$ 168 milhões ao ano. O imbróglio teve início quando Atila tomou posse, em janeiro de 2017. A FUABC acusava a administração de não pagar integralmente as mensalidades, além de inchar o corpo de funcionários com indicações políticas. Atila, por sua vez, sugeria superfaturamento do contrato e má qualidade do serviço prestado.

Mesmo com a polêmica, Mauá e FUABC tentaram negociar algumas vezes, mas o diálogo foi comprometido pela sucessão de mudanças no comando da Fundação (desde 2016, quatro presidentes passaram pela entidade) e também pela constante troca de secretários de Saúde em Mauá (quatro passaram pela Pasta, atualmente vaga) e de superintendente do Hospital Nardini (foram quatro diretores do complexo).

A última vez em que houve mínimo de debate foi em fevereiro, quando Ricardo Burdelis, então secretário de Saúde de Mauá, discutiu a possibilidade de renovação contratual com redução de valores.

Por Humberto Domiciano - Diário Online
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