NOTÍCIA ANTERIOR
Chinesa venderá servidores para pequenos negócios
PRÓXIMA NOTÍCIA
Sharp começará neste mês a entregar tela para novo iPhone
DATA DA PUBLICAÇÃO 02/08/2012 | Tecnologia
E-commerce brasileiro aposta em site personalizado
Um site de vendas diferente para cada consumidor, com ofertas específicas de produtos e serviços, em uma mesma loja virtual.

Na busca por mais personalização no atendimento para aumentar a taxa de conversão de visitantes on-line em compradores efetivos, varejistas de comércio eletrônico investem em tecnologia para monitorar o internauta.

São ferramentas, adquiridas de empresas especializadas ou desenvolvidas pelas próprias lojas, capazes de mapear os cliques dos consumidores não apenas dentro dos sites de vendas, mas também em endereços variados na web, como redes sociais e sites de busca.

Assim, as varejistas traçam o perfil do cliente e oferecem a ele itens com mais chance de serem comprados.

No exterior, a Amazon.com, que está para iniciar operações no Brasil, é a que mais tem avançado em relação a tecnologias.

No mercado doméstico, destacam-se Nova Pontocom (com lojas virtuais de Ponto Frio, Extra e Casas Bahia), B2W (Americanas.com e Submarino), Magazine Luiza, Saraiva e Dafiti (vestuário e calçados), de acordo com consultores ouvidos pela Folha.

A forma de mapeamento do consumidor e o nível de personalização variam.

"Os sites mais desenvolvidos alteram 50% dos elementos da página de acordo com o perfil do internauta", diz João Bernartt, presidente da Chaordic Systems, empresa de personalização digital.

"Tecnicamente, será possível chegar a 100% de mudança no futuro, mas creio que as empresas optem por manter campos fixos, como espaços promocionais."

Malte Huffmann, sócio-diretor da Dafiti, diz que, com a personalização, a compra fica mais fácil. "E nada é obrigatório: o consumidor sempre pode desistir."

O site do Ponto Frio oferece links para redes sociais como Facebook e Twitter. Ao conectá-las por ali, o usuário é avisado de que as informações publicadas nas redes serão vistas pela varejista. "Se o consumidor autoriza, temos acesso", diz Vicente Rezende, diretor de marketing da Nova Pontocom.

Transparência

Mas Leandro Bissoli, advogado especializado em direito digital e sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro, diz que há sites que permitem, sem explicitar o procedimento, que o internauta seja monitorado por empresas de venda de bens ou serviços.

"Ainda não existe, no Brasil, lei que proíba o mapeamento da web, mas, se o uso de dados pessoais por uma empresa lesar o consumidor, é possível entrar na Justiça."

A Proteste, associação de defesa do consumidor, destaca que o cliente precisa ser avisado pelos site sempre que estiver sendo monitorado e poder decidir se permite.

Por Carolina Matos, de São Paulo - Folha Online
Assine nosso Feed RSS
Últimas Notícias Gerais - Clique Aqui
As últimas | Tecnologia
21/09/2018 | Brasileiro fica quase 3 horas por dia assistindo a vídeos online; aumento foi de 135% em 4 anos
19/09/2018 | Sony anuncia PlayStation Classic, versão mini do PS1 com 20 jogos na memória
18/09/2018 | A curiosa razão por que o relógio sempre marca 9:41 nos anúncios da Apple
As mais lidas de Tecnologia
Relação não gerada ainda
As mais lidas no Geral
Relação não gerada ainda
Mauá Virtual
O Guia Virtual da Cidade

Todos os direitos reservados - 2020 - Desde 2003 à 6235 dias no ar.