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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/11/2015 | Cidade
Dono da Suzantur assume gestão da Expresso Guarará, de Santo André
Dono da Suzantur assume gestão da Expresso Guarará, de Santo André Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
Sócio-administrador da Suzantur, operadora do transporte coletivo de Mauá, Claudinei Brogliato virou procurador da Expresso Guarará, empresa responsável por 17 linhas em Santo André. O governo andreense informou que o empresário se colocou como novo gestor da Expresso Guarará – o atual presidente da firma é Silvio Roberto Passarelli. Brogliato, oficialmente, negou responder pela companhia de Santo André, que enfrenta graves problemas jurídicos e financeiros, mas admitiu trabalhar para a Guarará.

Ontem, Brogliato informou a nova função ao secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos de Santo André, Carlos Sanches, o Carlão (PT), e ao comandante da SATrans, coronel Fábio de Jesus Leite. A informação da reunião foi confirmada pelo secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT).

“Ele se apresentou como gestor da Guarará ao Carlão e ao coronel Fábio. Eu, particularmente, não o conheço, mas soube dessa reunião”, declarou Arlindo.

Brogliato detém parte da Suzantur e divide a empresa com Angelo Roque Garcia, de acordo com dados da Junta Comercial. A empresa com sede em Suzano coleciona polêmicas em Mauá, onde desde o ano passado administra as linhas de transporte coletivo do município (veja mais abaixo).

Ao Diário, Brogliato negou ser novo gestor da Expresso Guarará, mas confirmou contato com a empresa por fazer “assessoria”. “O que estou fazendo é um levantamento, uma assessoria, para ver o que está acontecendo, ver a causa dos problemas. O procurador é o Valter Jardim”, discorreu ele, citando pendências judiciais da Guarará. O Diário não localizou Valter Jardim.

O empresário afastou possibilidade de compra da Expresso Guarará e classificou como “boatos” as informações que indicariam que ele teria adquirido a empresa. “Não tem como vender. São muitos problemas. (Meu trabalho será) Ver se a empresa tem condições de continuar ou se quebra logo. A empresa é invendável. Tem de arrumar um rumo. Cheguei ontem (segunda-feira) e meu trabalho vai durar 60 dias.”

Entre as pendências judicais estão dívidas trabalhistas e impostos em atraso. Na semana passada, houve até apreensão de 14 ônibus por falta de pagamento de parcelas do financiamento – os coletivos já foram liberados. “É triste de ver (a situação da Guarará)”, resumiu Brogliato.

A equipe do Diário conversou com Silvio Passarelli na segunda-feira e ele negou ter vendido a Expresso Guarará. Ontem, ele não retornou a nenhuma das três ligações para comentário do tema feitas ao longo do dia. Também não atenderam Carlos Sanchez e o coronel Fábio de Jesus Leite.

A Expresso Guarará foi fundada em 1999 por Sebastião Passarelli (morto em outubro de 2014 e pai de Silvio). A empresa possui 100 veículos, sendo que 78 operam em Santo André e o restante faz trajeto intermunicipal. Recentemente, a firma viu greve de seus funcionários – são 600 no total – por atraso nos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e no pagamento do vale-refeição, além de demissões de colaboradores com estabilidade. A companhia atua principalmente na região da Vila Luzita e no Centro. A família Passarelli também detém a Viação São José de Transportes.

Ciclofaixa na Vila Luzita vira estacionamento de ônibus

Caio dos Reis - Especial para o Diário

Os ônibus da Expresso Guarará que atuam no Terminal Vila Luzita, em Santo André, atrapalham a circulação dos ciclistas no espaço destinado a eles na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. Motoristas param os coletivos na ciclovia durante todo o dia. Outra reclamação constante de usuários é referente aos horários dos ônibus.

“Na parte da manhã e à tarde, no horário de pico, são os piores momentos para passar por aqui. Eles ficam parados na ciclovia e a gente tem de se arriscar cortando pela rua, porque pela calçada é perigoso acabar atropelando alguém”, disse o pedreiro Gilmar do Nascimento, 37.

Ontem, a equipe do Diário ficou durante uma hora e meia em frente ao terminal e flagrou diversas vezes o desrespeito à faixa de ciclistas. Os coletivos só foram retirados quando foi notada a presença da equipe de reportagem, às 16h52, e a entrada do terminal ficou completamente congestionada. Depois, às 20h17, 18 ônibus permaneceram estacionados na ciclofaixa e funcionários revelaram que a prática é constante.

“Eles param ali e não temos o que fazer a não ser desviar para a rua ou subir na calçada e escutar as pessoas reclamando da gente”, contou o vendedor Fernando Faneco, 15, que volta do local que trabalha de bicicleta.

Um funcionário do terminal que se identificou apenas como Edvaldo afirmou existir acordo entre a Expresso Guarará e a Prefeitura de Santo André para que coletivos parem em cima da ciclofaixa por falta de espaço. A faixa exclusiva a ciclistas ainda não foi inaugurada, mas está pintada e com placas indicativas instaladas.

A doméstica Maria Conceição, 53, reclamou dos horários dos coletivos. “De uns dias para cá piorou e tem atrasado mais”. O estagiário Raul Zaboto, 18, também contestou. Usa o transporte público todos os dias para ir ao trabalho. “Eles falam que o tempo de espera é de 15 minutos, mas sempre passa de meia hora. É horrível.”

O secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos de Santo André, Carlos Sanches, o Carlão (PT), não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar se há acordo com a Expresso Guarará para que a ciclofaixa seja utilizada como estacionamento de ônibus.

Sistema mauaense é criticado por usuários

O ingresso da Suzantur, de Claudinei Brogliato, para operar o sistema de transporte coletivo de Mauá foi bastante polêmico e sua atuação até hoje gera fortes críticas de usuários.

A empresa de Suzano foi contratada emergencialmente pela Prefeitura de Mauá quando a Leblon teve contrato rompido por invasão do sistema de bilhetagem da cidade.

Desde a decisão da administração mauaense em cancelar o vínculo com a Leblon e admitir emergencialmente a Suzantur, o caso virou batalha jurídica. Aos poucos, via Justiça, a companhia assumia linhas antes pertencentes à Leblon.

O mesmo caminho foi percorrido para que a firma ficasse responsável pelos trajetos da Viação Cidade de Mauá, empresa vencedora de um dos lotes do transporte coletivo do município. Também acusada de invasão no sistema de bilhetagem eletrônico municipal, a Viação Cidade de Mauá teve contrato rompido pelo governo mauaense.

A operação das 49 linhas municipais recebe críticas de usuários. Superlotação, terminais desorganizados e falta de informação são só alguns dos problemas que o usuário enfrenta diariamente para utilizar os serviços prestados pela Suzantur.

A empresa garante que investe em compra de veículos zero-quilômetro e que disponibiliza frota suficiente para transporte de passageiros. Em 2014, necessitaram dos serviços 150 mil pessoas.

Por Raphael Rocha e Evaldo Novelini - Diário Online
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