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DATA DA PUBLICAÇÃO 14/10/2016 | Cidade
Donisete se omite sobre denúncias da Suzantur
Donisete se omite sobre denúncias da Suzantur Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
Em meio a denúncias de redução da frota de ônibus municipais de Mauá, transferida parcialmente pela Suzantur para Santo André, conforme noticiado pelo Diário no início da semana, o prefeito e candidato à reeleição Donisete Braga (PT) tem se omitido sobre o assunto.

O petista, que no momento tem se dedicado à campanha eleitoral em que disputa o segundo turno, tem se negado a conceder entrevista sobre o tema, deixando evidente que as reclamações feitas por usuários sobre problemas operacionais dos coletivos que circulam no município estão em segundo plano.

Conforme denunciado pelo Diário na quarta-feira, passageiros de Mauá têm relatado maior tempo de espera em ao menos quatro linhas da Suzantur que operam na cidade. O problema no sistema de transporte público, segundo apuração do Diário, está diretamente relacionado à transferência de aproximadamente 20 a 30 veículos que circulavam em Mauá para a região da Vila Luzita, em Santo André, onde a empresa opera em substituição à Expresso Guarará, que enfrenta processo de falência.

Desde sábado, quando a Suzantur iniciou a operação de ônibus em Santo André, diversos veículos que têm circulado na região da Vila Luzita ainda permanecem com a pintura em tons vermelho e branco – padrão da frota de coletivos que atende Mauá. O fato tem gerado confusão entre os passageiros que utilizam o sistema de transporte público.

Segundo a Prefeitura de Mauá, o Paço não registrou “nenhuma reclamação referente a suposto intervalo maior entre os ônibus municipais nos últimos dias”. Em nota, a administração municipal destacou que “o índice de cumprimento de horários de partidas tem se mantido na casa dos 95%”. No entanto, a gestão Donisete Braga não respondeu, mais uma vez, qual é a frota da Suzantur que circula pela cidade. Procurado pelo Diário, o prefeito não retornou aos contatos telefônicos.

Esta é a segunda vez que o prefeito adota conduta omissa perante a possíveis irregularidades da Suzantur na operação de linhas municipais da cidade.

A primeira polêmica surgiu ainda em 2013 quando a viação comandada pelo empresário Claudinei Brogliato ingressou no sistema de transporte público de Mauá em caráter emergencial. Na época, o petista descredenciou as concessionárias que atuavam no município, a Leblon e a Cidade de Mauá, com a justificativa de que ambas cometeram invasão no sistema de bilhetagem. Até hoje o caso ainda é investigado pela Justiça.

A contratação emergencial da Suzantur, oficializada pelo também petista Carlos Grana (PT) na sexta-feira, é alvo de questionamentos na Justiça. Ao todo, quatro processos investigam possíveis irregularidades no certame. Em São Carlos, a viação também é investigada.

Coletivos são estacionados em ciclovia ao lado de terminal

A operação de 15 linhas municipais de Santo André sob gestão da Suzantur, que substitui a Expresso Guarará desde sábado, em processo de falência, ainda segue apresentando problemas. Além das reclamações feitas por passageiros em relação ao tempo de espera e superlotação dos coletivos, o Diário flagrou, ontem, veículos da viação estacionados na ciclovia ao lado do Terminal da Vila Luzita. Por cerca de dez minutos em que o coletivo ficou no espaço reservado, quatro ciclistas que passavam pela área foram obrigados a circular pela calçada, atrapalhando pedestres.

Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de Santo André informou que o veículo estacionado em locais onde não há sinalização de parada é passível de autuação, no entanto, somente mediante flagrante do DET (Departamento de Engenharia de Tráfego). Não foi informado se houve autuação à empresa.

Usuário das linhas operadas pela Suzantur, o porteiro José Ivan Bonfim, 65 anos, relatou ontem as dificuldades enfrentadas por ele desde a saída da Expresso Guarará. “A gente chega a esperar 30 minutos para entrar numa lata de sardinha. O pior de tudo é que, se a gente chega atrasado no trabalho, leva suspensão”, desabafa.

Ainda com problemas no sistema de bilhetagem, passageiros seguem obrigados a descer fora do terminal para efetuar o pagamento da passagem em bilheterias.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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