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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/01/2013 | Cidade
Donisete pede ajuda divina para governar Mauá
Donisete Braga (PT) tomou posse ontem como prefeito de Mauá pedindo "ajuda divina para governar" e prometendo que o bem-estar da população irá nortear suas decisões. As falas foram proferidas a cerca de 400 pessoas que se amontoaram na Câmara para acompanhar a sessão solene. A plenária também marcou o início dos mandatos do vice, Hélcio Silva (PT), e dos 23 vereadores eleitos em outubro.

Donisete é o 12º político a comandar a cidade em seus 58 anos de fundação. Pelos próximos quatro anos terá a missão de dar sequência a ações bem-sucedidas da administração Oswaldo Dias (PT), mas com renovação, como pregou na campanha eleitoral. Sua renúncia ao quarto mandato de deputado estadual foi publicada segunda-feira no Diário Oficial.

No discurso de posse, o petista resgatou sua trajetória. Lembrou da chegada a Mauá, em 1976, aos nove anos, após uma geada destruir a lavoura da família em Flora Rica, no Interior. "Vim num pau-de-arara na (Rodovia) Castelo Branco, que era só terra. Uma história que se assemelha a de muitas famílias que definiram a nossa cidade como destino. Todo o Brasil está em Mauá."

Donisete prometeu estender aos 417 mil moradores de Mauá as oportunidades que a cidade lhe ofereceu. Recordou do primeiro emprego, ao 16 anos, como "pacoteiro" em um supermercado extinto do Centro. Também deu atenção ao funcionalismo público. "Ser servidor, na essência, é servir. Serei mais um funcionário e, o povo, nosso patrão", discorreu, relatando disposição em "capacitar e modernizar" a máquina.

Repetindo declaração concedida em 28 de outubro, quando venceu o segundo turno contra Vanessa Damo (PMDB), o chefe do Executivo projetou ser "o prefeito de todos os mauaenses". "Ninguém será perseguido. O (Luiz) Marinho (PT, prefeito de São Bernardo) e o (José) Auricchio (PTB, ex-governante de São Caetano) disseram para mim: ‘Em tudo quanto é canto falarão do governo, bem ou mal.' O desafio é satisfazer a parcela do eleitorado que não nos escolheu."

Após a posse, Donisete e Oswaldo seguiram para a Prefeitura para a transmissão do cargo e a nomeação dos 21 secretários. O prefeito cobrou do primeiro escalão o cumprimento do plano de governo e relação estreita com a União para a captação de verbas. Esta tarefa será encabeçada pelo ex-vice-prefeito Márcio Chaves Pires (PT), nomeado assessor especial e que deverá manter escritório na Capital para acelerar os trâmites.

No ato, o chefe do Executivo designou Ademir Castilho para a superintendência da Arsae (Agência Reguladora de Água e Esgoto). Em dezembro, Donisete afirmou que a função seria ocupada interinamente por José Afonso Pereira, seu secretário de Planejamento Urbano.

Oswaldo alerta sucessor sobre dívidas

Oswaldo Dias aproveitou o último discurso como prefeito de Mauá para, mais uma vez, reclamar da dívida da Prefeitura, que totaliza R$ 1,5 bilhão, o dobro do Orçamento deste ano. O petista alertou o sucessor Donisete Braga sobre as dificuldades em sanar o débito.

Desde que reassumiu o comando do Paço, em 2009, Oswaldo atacou sistematicamente os R$ 232 milhões de restos a pagar deixados pela gestão Leonel Damo (2005 a 2008). Orgulhoso, o petista relatou que conseguiu quitar boa parte desta dívida, que caiu para cerca de R$ 60 milhões. "Ainda assim compromete os investimentos", alertou.

Recordista de mandatos e de tempo à frente do Executivo mauaense (foram três gestões, que totalizam 12 anos), o petista começou a se conformar em não ser o principal alvo dos holofotes. Em tom melancólico, brincou: "Nem vento bate nas costas de ex-prefeito". Deixou o gabinete discretamente, solitário, enquanto se formava fila de cumprimentos a Donisete.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Conforme o antecipado pelo Diário dia 6, Paulo Suares (PT) será o presidente da Câmara de Mauá no biênio 2013/2014. A oficialização ocorreu ontem. O petista foi aclamado por unanimidade entre os 23 vereadores.

Também integrarão a mesa diretora Ivan (PSB, vice-presidente), Edgard Grecco (PMDB, 1º secretário), Melão (PDT, 2º secretário) e Professor Betinho (PSDC, 3º secretário).

Por Mark Ribeiro - Diário do Grande ABC
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