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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/07/2014 | Economia
Diversificar é saída para crise
 Diversificar é saída para crise Foto: Andréa Iseki/DGABC
Foto: Andréa Iseki/DGABC
Em meio à crise em determinados ramos da economia, como a que passa hoje a indústria automobilística, muitas empresas buscam diversificar, procurando oportunidades de negócios em outras áreas. Foi o que fez a pequena empresa DS Artefatos, aberta em 1995 em Diadema. Inicialmente ela atuava no segmento automotivo, como ferramentaria e, há cinco anos, ingressou no setor de acessórios para mobiliário residencial e comercial, com a produção de suportes para prateleiras e cabideiros.

O diretor financeiro Alexandre Demarch cita que, por causa da concorrência com os importados, a área de ferramentaria sofreu forte queda na demanda e, como estratégia, a companhia direcionou suas forças para a nova atividade. Entrar em contato com o que é feito nessa área na Itália também serviu de motivação para se fazer algo semelhante no País, relata ele.

Atualmente, a DS conta com quadro enxuto de 30 funcionários e fatura cerca de R$ 500 mil por mês. Demarch acredita que há condições de ampliar esse resultado e crescer no mercado, apesar das dificuldades da economia do País, de forma geral.

Mais do que uma forma de buscar a sobrevivência em tempos de crise, a diversificação é necessária até em momentos tranquilos para reduzir riscos e alavancar ganhos, diz o professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), da USP (Universidade de São Paulo), Célio Placer. Ele acrescenta que a estratégia deve ser paralela a outro movimento, que é o da inovação, e exige sempre planejamento, para que o empresário pesquise, para ver onde vai expandir e se há oportunidades nessas áreas.

Placer acrescenta que isso não significa só buscar novos segmentos, mas também ampliar mercados, indo para outras regiões do País. É o que procura outra empresa que atua no ramo imobiliário na região, a Sanko Espumas, também de Diadema. Segundo o gerente de vendas Roberto Mauro Guimarães, a companhia, já consolidada no Estado de São Paulo, quer expandir sua atuação a Estados como Minas Gerais e Bahia.

A Sanko está tanto no mercado automotivo, com o fornecimento de insumo para bancos de veículos (área que representa 40% dos negócios), quanto na área de móveis (os outros 60%), e tem planos de ampliação da área fabril. Recentemente adquiriu terreno de 20 mil m², com o qual espera aumentar em 25% sua capacidade produtiva. A companhia, que conta com 550 funcionários, fabrica cerca de 1.700 toneladas/mês de espuma em sua unidade, de 56 mil m².


Região tem fornecedores de peças em feira do setor moveleiro

Sanko Espumas e DS Artefatos, de Diadema, e também a Metalúrgica MS, de Santo André, são as indústrias do Grande ABC que estarão presentes na sexta edição da ForMóbile (Feira Internacional de Fornecedores da Indústria da Madeira e Móveis), a maior do setor moveleiro na América Latina.

O evento, que será realizado entre os dias 29 e 1º de agosto no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, é voltado a profissionais do ramo e é oportunidade às empresas regionais saírem de um mercado menor em busca de espaço em outras partes do País e do mundo, afirma o manager (gerente) da feira, Tatiano Segalin.

No caso da Metalúrgica MS, será a segunda participação no evento. Segundo Fagner Carvalho, da área de marketing da companhia, a ForMóbile ajuda a estreitar contato com revendas. A fabricante produz araras, sapateiras e outros acessórios para montagem de loja, além de ter atuação também em segmentos como linha de UD (utensílios domésticos, entre os quais fruteiras, suporte para papel higiênico e descanso para panelas).

Carvalho assinala que a empresa tem 20 anos de mercado e também passou por processo de diversificação. Inicialmente, fabricava molas e acessórios para pesca e, para buscar novas oportunidades, ampliou seu raio de atuação.

Hoje, a MS conta com quadro de 90 funcionários e cerca de 700 clientes, dos quais 400 na área de molas e displays de lojas, 100 deles no ramo de UD e outros 200 em acessórios. Segundo o funcionário, com a Copa do Mundo a demanda teve retração em junho, mas a expectativa é de melhora nos resultados até o fim do ano, com a expectativa de crescer 30%.


Por Leone Farias - Diário do Grande ABC
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