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Sem Pato, Tite esboça time titular para pegar o Santos
DATA DA PUBLICAÇÃO 24/10/2013 | Esportes
Dida pega três pênaltis, Grêmio elimina Corinthians e vai à semi
Dida pega três pênaltis, Grêmio elimina Corinthians e vai à semi Dida defende pênalti contra o Corinthians (Foto: Wesley Santos / Press Digital)
Dida defende pênalti contra o Corinthians (Foto: Wesley Santos / Press Digital)
Após novo 0 a 0, agora na Arena, Tricolor supera paulistas nas penalidades e enfrenta Atlético-PR por vaga na final da Copa do Brasil

Dida já ajudou o Corinthians a ser campeão do mundo nos pênaltis. Foi em 2000. Desta vez, em 2013, coube ao goleiro tirar do Timão a vaga à semifinal da Copa do Brasil. Também nos pênaltis. Ao seu melhor estilo. Porque, aos 40 anos, Dida não é velho. E, sim, foi o velho Dida. E classificou o Grêmio na noite desta quarta-feira, na Arena, após mais um 0 a 0 no tempo normal - assim como fora na ida, no Pacaembu. Pegou três cobranças, sendo a última de Alexandre Pato, em cavadinha fracassada: 3 a 2 em tiros da marca da cal.

- Acreditei que ele (Pato) poderia fazer no meio. Tentou fazer a roladinha, mas tive a chance. Não fui surpreendido, fiquei esperando a bola e ele colocou no meio – revelou o goleiro, enquanto era ovacionado pela torcida, na saída de campo.

O rival da semifinal é o Atlético-PR, que eliminou o Inter na Vila Capanema com empate sem gols. Ainda não há data definida. Sabe-se, no entanto, que a ida será em Curitiba e a volta, em Porto Alegre.

Antes, porém, há o retorno ao Brasileirão. No domingo, às 16h, o Corinthians recebe o Santos. O Grêmio, no mesmo dia, às 18h30m, desafia o Coritiba, em solo paranaense.

Faltou inspiração

Equilibrado em campo, desequilibrado nos números. O primeiro tempo sem gols foi assim: muita marcação, poucas chances de gols. O Grêmio teve maior posse de bola (56% a 44%), mais finalizações (7 a 2), mais escanteios (6 a 1, todos mal cobrados por Alex Telles) e mais jogadas pela lateral (6 a 1) e... não conseguiu superar o sistema defensivo adversário, o menos vazado do Brasileirão, talvez o único mérito de uma campanha irregular.

Verdade que o Timão, sem Cássio e Guerrero e com Emerson no banco, começou melhor. Um chute desviado de Fábio Santos deu pinta de melhora na comparação com as atuações anteriores. Entretanto, a dificuldade de atacar se manteve. O Tricolor assentou a marcação e, sem Werley e com a manutenção de Vargas no 4-3-3, tomou conta da partida. Em três escanteios seguidos, inflou a torcida. Mas era difícil ingressar na área. Tanto que se descuidou e, em uma escapada de Douglas, Dida fez importante intervenção.

Nessa lógica, sem criatividade na armação, apenas uma jogada individual poderia desequilibrar. Aconteceu. Pará descobriu Kleber na área. O atacante bateu cruzado, Walter deu rebote. Vargas, livre, entre a pequena área e a marca do pênalti, exagerou na fora e chutou por cima. A grande chance foi desperdiçada.

Corinthians melhora, mas zero persiste

O segundo tempo começou com a mesma superioridade tricolor. A diferença foi a intensidade. As chances de gols criadas. Por momentos, o Timão sequer passou do meio do campo. Em 12 minutos, duas chances. A primeira, de Kleber, ao cabecear cruzamento de Barcos, obrigou Walter a uma grande defesa. Ramiro descobriu o Pirata, na segunda, que bateu cruzado para fora.

À medida que o tempo passava e, com a igualdade, a decisão iria aos pênaltis, o nervosismo aumentou. Tite sacou Douglas, apostou em Danilo. Emerson na vaga de Guilherme. Renato manteve a formação. E a torcida entrou em campo: criou clima à lá Olímpico.

O Timão ameaçou, aos 30, em falta batida por Emerson. O Grêmio respondeu aos 37, novamente com Vargas. O chileno entrou sozinho e bateu no pé da trave. O tempo normal terminou com uma confusão protagonizada por Vargas e Emerson. Ambos foram expulsos. O chileno havia feito falta em Sheik, e tentou levantá-lo. O camisa 11 do Corinthians se revoltou, pediu que o gremista não encostasse nele e quase começou uma confusão. Paulo Godoy Bezerra não teve dúvidas e mandou a dupla embora. Fim de papo. Início dos pênaltis.

E não é que a sina de seca de gols perdurou? Walter pegou o primeiro pênalti, de Barcos. Dida respondeu à altura em cobrança de Danilo. Alex Telles deu na trave, em chute que rebateu no goleiro e quase entrou. Romarinho, enfim, presentou o confronto com um gol. Pará bateu mal, Walter espalmou, mas... gol. Dida empatou tudo ao brecar tiro de Edenilson. Elano e Alessandro converteram a quarta série. Kleber marcou o quinto. A última bola estava com Alexandre Pato. Diante do ex-companheiro de Milan. Melhor para o goleiro, que agarrou a fracassada cavadinha. Grêmio classificado.

Por Hector Werlang - G1
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