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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/05/2015 | Setecidades
Diagnóstico vai informar sobre risco de queda de árvores
 Diagnóstico vai informar sobre risco de queda de árvores Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
As árvores foram as grandes vilãs do último verão, já que a queda de muitas delas causou inúmeros transtornos no Grande ABC. Com o objetivo de ter um instrumentos para tomada de decisões preventivas e, assim, evitar acidentes com danos materiais ou pessoais, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) prepara assinatura de convênio com a Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo) que, por meio da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), vai diagnosticar, entre as 60 mil árvores existentes em vias públicas da área urbana do município, possíveis riscos de queda.

De acordo com a autarquia, o projeto começou a ser elaborado em agosto de 2013 e a previsão é firmar a parceria até meados de julho. Na época, a Prefeitura havia informado que o estudo deveria ser concluído no início de 2014 a custo de R$ 80 mil. Agora, a autarquia diz que o investimento será de R$ 800 mil, sendo que R$ 500 mil virão de um termo de compensação ambiental e R$ 300 mil de recursos do próprio Semasa. A ideia é que o diagnóstico fique pronto em um ano a partir da data da assinatura do convênio.

No balanço final do Programa Operação Chuvas de Verão 2015, divulgado neste mês, foi constatado o aumento de chamados por causa de queda ou ameaça de queda de galhos e árvores. As ventanias fizeram subir em 45,5% as solicitações pela população de fiscalização em árvores, superando os chamados para vistoria em edificação e alagamentos, que lideravam no período anterior: de 2013/2014, foram 264 vistorias de vegetais, subindo para 386 na mesma temporada de 2014/2015.

O Semasa não soube precisar quantas árvores caíram na última estação, mas a diretora da Defesa Civil andreense, Débora Diogo, diz terem sido em torno de 200. Somada a quantidade a Mauá, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires (São Bernardo e Rio Grande da Serra não responderam), foram 516 quedas na região.

Débora recorda que nos dias 29 de dezembro, 2 e 25 de fevereiro, fortes ventos atingiram as sete cidades, chegando aos 97 km/h – quase um furacão, considerado quando atinge velocidade igual ou superior a 118 km/h. Em razão disso, ela destaca a necessidade de reforçar o sistema de monitoramento de ventos. “Com ventos acima de 70 km/h, caiu o sistema de medição da cidade. Conseguimos saber a velocidade por causa do aeroporto de Congonhas.”

Por essa razão, o departamento foi em busca de soluções junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e ao Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). “Mandamos ofício em abril e responderam que o Ministério do Meio Ambiente deve ter novidades até o meio do ano, porque vai lançar em julho o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas”, fala a diretora.

Problema aumenta na região em relação ao verão passado

Em algumas cidades, o número de árvores que caíram neste verão foi bem maior que o registrado no mesmo período, um ano antes. Em Diadema, que não contabilizou nenhuma queda na estação de 2013/2014, teve 12 casos em 2014/2015.

Em São Caetano eram 32 ocorrências, que subiram para 123. O município fez diagnóstico que identificou 25 mil árvores plantadas nas calçadas e praças e 6.000 nos parques municipais, totalizando 31 mil exemplares na cidade. Ribeirão Pires passou de 58 quedas para 118.

Já Mauá registrou 30 atendimentos de árvores caídas no verão 2013/2014, dobrando no seguinte para 63. Ela foi, inclusive, a primeira cidade paulista a ter Plano Diretor de Arborização Urbana formulado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), por meio de convênio assinado em outubro de 2013. O projeto encontra-se na fase de avaliação interna, que consiste na utilização de aparelho que levanta situações como fungos, por exemplo. O processo segue até agosto, quando começa a análise dos dados coletados.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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