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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/08/2012 | Cidade
Desapropriados pelo Rodoanel vivem de promessas do Estado
Desapropriados pelo Rodoanel vivem de promessas do Estado Famílias vivem drama de perderam a casa, com promessas do Estado, e ficarem sem nada. Rodrigo Pinto
Famílias vivem drama de perderam a casa, com promessas do Estado, e ficarem sem nada. Rodrigo Pinto
Famílias que perderam as casas para a construção do Rodoanel ainda aguardam apartamentos

Inaugurado há mais de dois anos, o trecho Sul do Rodoanel carrega consequências ainda sem solução para as famílias que viviam na área onde agora estão as vias do anel viário. No Jardim Oratório, em Mauá, por onde passa a ligação das avenidas Papa João 23 e Jacu-Pêssego, obras complementares ao trecho, existem famílias que aguardam a construção de apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) como indenização à reintegração de posse das antigas casas, que tiveram de ser deixadas para que o viário passasse.

A preocupação dessas famílias é a de que, depois de dois anos que deixaram suas casas, e já com o trecho Sul em pleno funcionamento, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), empresa controlada pelo governo do Estado – na época sob a gestão do governador José Serra –, e responsável pelas obras e remoções, não apresentou nem mesmo o projeto dos apartamentos prometidos.

Com pouca renda e dependendo do auxílio aluguel de R$ 400, Taine Pedroso aguarda já sem esperanças pelo apartamento. Taine morava na rua Pirassununga, no Jardim Oratório, e entrou para a lista dos que receberiam as moradias da CDHU porque não aceitou os R$ 37 mil oferecidos pela Dersa na casa em que morava.

Tudo parado - Taine diz que foi ameaçada e forçada a sair de casa o quanto antes. “Fui uma das primeiras a sair do bairro. Aceitei o apartamento porque eles se mostraram irredutíveis com relação ao valor, e com R$ 37 mil não compraria casa em lugar algum. Agora eu ligo na Dersa, na CDHU, e eles dizem que está tudo parado, que não há novidades.”

Taine vive atualmente em uma casa alugada e paga o aluguel com o auxílio depositado pela Dersa. Ela conta que o aluguel já sofreu reajuste por duas vezes, como é de costume em todos os contratos de aluguel, mas que a Dersa não sobe o valor depositado, e ela tem de tirar do próprio bolso a diferença. “É contrato que é bom só para eles. O auxílio aluguel não tem data certa para ser depositado, então há meses que tenho de pagar com atraso, porque o meu boleto tem data certa para vencer, e quem arca com a multa sou eu.”

Dificuldade é alugar casa por R$ 400
No mesmo barco de Taine Pedroso estão Pâmela Jesus Camargo, Úrsula Feitosa, Elizete Albano Castro e tantas outras famílias. A maior parte delas composta por casais com filhos, o que dificulta ainda mais alugar casas por R$ 400. No casa de Pâmela, por exemplo, que tem dois filhos, a solução encontrada foi alugar a laje da casa da sogra.

“Minha sogra tinha um quartinho na laje e foi pra cá que viemos. Ninguém aceitava as crianças. Agora pago aluguel para ela. Mas é uma situação muito difícil porque a casa só tem um banheiro, uma cozinha. Somos em 11 pessoas aqui”, afirma Pâmela.

Em nota, a Dersa respondeu à reportagem que atualmente existem cinco terrenos em Mauá sendo analisados para abrigarem as futuras unidades. “Existem ainda 80 unidades regularizadas no município de Mauá, que foram disponibilizadas pela CDHU, as quais serão reformadas e oferecidas para as famílias que estão em aluguel. O início da reforma está previsto para outubro de 2012.”

Por Carol Scoce - ABCD Maior
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