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DATA DA PUBLICAÇÃO 31/07/2011 | Economia
Demissão de bancário aumenta 53% na Região
Os números de demissões sem justificativas de bancos e financeiras, entre janeiro e julho, na Região aumentaram 53% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme os dados divulgados pelo Sindicato dos Bancários ABC/CUT. O motivo são as fusões e a terceirização de alguns setores. O resultado é o acúmulo de funções e a diminuição das médias salariais.

A secretária de Saúde e Condições do Trabalho do Sindicato da Região, Adma Maria Gomes, afirmou que as reestruturações estão afetando diretamente o trabalhador. “Os bancos estão admitindo na área comercial, já que existe uma forte competição. A área operacional como caixa está diminuindo, é comum ver gerentes atendendo no caixa também”, afirmou.

Entre janeiro e julho deste ano, os bancos e financeiras da Região demitiram 169 bancários sem justificar o motivo contra 110 do mesmo período do ano passado. Os pedidos de demissões não entram nesta contagem porque não são considerados desemprego, já que a maioria é de nível de gerência, absorvida pelo próprio mercado, conforme o sindicato.

O secretário-geral da Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Marcel Barros, também destaca que as fusões prejudicam a categoria. “Está havendo eliminação de setores, principalmente administrativos, além de substituição de funcionários por terceirizados. Os bancos justificam que a receita paga com o quadro de funcionários não mudou, mas eles demitem com salário maior e contratam com outro bem abaixo.”

O diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Magnus Ribas, defendeu as reestruturações. “É comum demissões em caso de fusões já que os bancos têm que se readequar. Quanto à rotatividade não acredito ser um número ruim, já que muitos saem de um banco e vão para o concorrente.”

Protesto - O alto número de demissões no Itaú-Unibanco foi motivo de protesto dos bancários na avenida Paulista, na Capital, nesta quinta-feira (28/07). Ex-funcionários, atuais e o sindicato da Região criticaram a situação. A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas vestidas de branco carregando cruzes e cartazes com os números das demissões. A secretária de Saúde e Condições do Trabalho do Sindicato da Região, Adma Maria Gomes, esteve presente no protesto. “Havia bancários de diversos estados e países e foi muito importante chamar a atenção dos representantes do Itaú.”

A presidente do sindicato do ABCD, Maria Rita Serrano, afirmou que no ano passado foram incorporados 600 funcionários de uma área de cartão de crédito ao sindicato. “O número do Itaú pode ter dado este salto de demissões sem justificativa, já que aumentamos a quantidade de filiados e que eram de uma área em que está havendo corte.”

Uma ex-funcionária do Itaú, que prefere não se identificar, trabalhava na área de crédito ao consumidor e afirmou que diversos cargos foram extintos. “Eles disseram que os cargos de especialistas e supervisores não existem mais. No local onde eu trabalhava, a diretoria foi reduzida de 10 para quatro pessoas”. “Todos estão apreensivos”, disse outro funcionário que também preferiu não se identificar. A assessoria do Itaú informou que a instituição não irá se manifestar.

Rotatividade - A 9ª PEB (Pesquisa de Emprego Bancário), divulgada pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) em parceria com o Dieese, com dados do primeiro trimestre de 2011, revelou que os bancos de todo o País geraram 6.851 novos empregos neste período, porém com alta rotatividade. O resultado deste primeiro trimestre foi de 15.798 contratações e 8.947 desligamentos. A pesquisa apontou ainda que a rotatividade segue diminuindo o peso dos salários. A remuneração média dos admitidos neste período foi de R$ 2.330,25 e dos desligados, R$ 4.086,32.

O diretor de relações do trabalho da Febraban, Magnus Ribas, afirmou que estes dados são positivos para o setor. “A readequação dos bancos causa mais demissões e a média do salário cai mesmo, já que geralmente se é admitido em cargo mais baixo, como caixas. Mas, em compensação, dá chance ao funcionário ser promovido de acordo com a saída de pessoas de cargos mais altos”.

O secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, disse que o sistema não está absorvendo a quantidade de desligados como disse Ribas. “Geralmente são os gerentes que pedem demissão e vão para concorrentes, já que possuem o diferencial da carteira de clientes. Ele muda de banco, mas o salário é igual ou maior”, contestou.

Por Michelly Cyrillo - ABCD Maior
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