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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/11/2014 | Economia
Crise na Argentina derruba exportações do Grande ABC
Crise na Argentina derruba exportações do Grande ABC Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Por causa da crise argentina, principal destino das exportações do Grande ABC, respondendo por 39% do total, as cidades da região perderam posições no ranking de exportações no Estado, neste ano até setembro, de acordo com levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) que contabiliza números das 39 diretorias regionais – muitas das quais concentram alguns municípios.

A regional de Santo André, por exemplo (que abrange empresas filiadas à entidade também em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), passou da 13ª posição nos nove meses iniciais de 2013 para a 16ª no mesmo período deste ano, ao contabilizar retração de 11,8% no faturamento obtido pelas empresas do município com encomendas ao Exterior, para US$ 906 milhões.

A de São Caetano (que é só de associados desse município) despencou de 26º para o 33º lugar ao recuar 45,9%, para US$ 266,9 milhões, e a de Diadema (também não inclui outras cidades) perdeu uma colocação, da 35ª para a 36ª, totalizando US$ 143 milhões.

Apenas São Bernardo se manteve na mesma colocação no ranking. Ficou em quarto lugar, embora tenha visto suas vendas a outros países recuarem 18%. O diretor da regional do Ciesp de São Bernardo, Hitoshi Hyodo, ressaltou que essa manutenção ocorreu porque outros municípios também reduziram a presença no mercado internacional. Foi o caso da diretoria de Campinas (quinta colocada), que reduziu em 5,5% as exportações (para US$ 2,6 milhões) e ficou bem próxima dos números são-bernardenses (US$ 2,741 milhões) neste ano até setembro.

Das três primeiras colocadas (São Paulo, São José dos Campos e Santos, nessa ordem) apenas a segunda, que é sede da Embraer, ampliou ganhos com embarques internacionais.

HERMANOS - Segundo Hyodo, a pauta de São Bernardo, fortemente ligada à área automotiva (66% do total exportado pela cidade são veículos e autopeças), foi bastante afetada pela crise argentina. Sem crédito no mercado financeiro internacional, o governo da presidente Cristina Kirchner impõe restrições à entrada de produtos do Brasil, por causa da falta de divisas para que os importadores locais paguem, em dólares, as compras de outros países. Cerca de 43% do que é enviado pelo município ao Exterior vai atualmente para esse destino. No ano passado, essa participação era maior: 45%.

A dependência dos nossos hermanos é ainda maior no caso de São Caetano; 71% do que é exportado vai para lá. Em 2013, chegava a 84%. Na cidade (sede da General Motors do Brasil), foram obtidos US$ 267 milhões com vendas externas e mais da metade (52%) se deveu a produtos automotivos (carros e componentes automotores).

Por Leone Farias - Diário do Grande ABC
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