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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/01/2015 | Economia
Crise hídrica em São Paulo favorece mercado privado de saneamento
O medo de falta de água pode fomentar os negócios das empresas privadas de saneamento. Enquanto concessionárias como a Sabesp estudam formas de garantir a entrega de água à população no Estado, empresas privadas aproveitam que o tema está em evidência para vender sistemas de reúso de água e outras opções de abastecimento a indústrias e prefeituras.

A água é um insumo importante para a indústria e, sem ela, muitas empresas podem ser forçadas a interromper a produção. "A água representa de 70% a 90% dos componentes usados para produzir cosméticos e produtos de limpeza", explica o empresário Cássio Barros, presidente da Universal Chemical (Unichem), uma das fábricas terceirizadas que atende clientes como Unilever, L?Oréal e Reckitt Benckiser.

A Unichem aproveitou a construção de sua quarta fábrica em um complexo industrial em Sarapuí, no interior de São Paulo, para fazer uma estação de tratamento de efluentes integrada e um sistema de reúso de água - que não existia. A estação ficará pronta em março e recebeu investimento de R$ 10 milhões, que será pago pela empresa de saneamento Nova Opersan como parte de um contrato de longo prazo para a gestão do serviço.

O sistema de reúso permitirá que a Unichem economize 10 milhões de litros de água por ano, cerca de 15% do seu produto total. Essa água será utilizada na limpeza e nos sanitários da companhia. "Não tivemos falta de água, mas sabemos que isso é um risco. Nas cidades vizinhas, faltou água", disse Barros.

Negócios

Assim como a Unichem, outras empresas têm procurado serviços de reúso de água e alternativas de abastecimento para reduzir sua dependência das concessionárias que as atendem. Os novos contratos podem aumentar a participação dos grupos privados no mercado de saneamento, hoje em quase 10% do total, segundo estimativas de mercado.

Em 2014, o número de unidades de tratamento de efluentes administradas pela Nova Opersan dentro das empresas saltou de 28 para 62. Segundo o presidente da companhia, Sergio Werneck Filho, a expansão é reflexo da crise hídrica, da maior conscientização dos empresários e de um incremento na oferta de serviços da companhia. Desde que foi criada pelo fundo P2 Brasil, do Pátria Investimentos, em 2012, a Nova Opersan fez seis aquisições e hoje oferece serviços que vão do projeto ao descarte de efluentes.

"É difícil saber quantos desses projetos saíram do papel por causa da crise hídrica. Mas é fato que as empresas estão entendendo aos poucos que existem soluções que estão a seu alcance. Não é só rezar para chover", disse Werneck. O Grupo Águas do Brasil, maior entre as empresas privadas do setor, reforçou a equipe comercial e espera que o burburinho sobre a escassez de água em São Paulo abra oportunidades de novos contratos. "Estamos preparados para disputar novas parcerias público-privadas, projetos para empresas e contratos de concessão", disse o diretor do grupo, Carlos Henrique da Cruz Lima. A previsão da Águas do Brasil é faturar R$ 1,5 bilhão este ano, acima dos R$ 1,3 bilhão de 2014.

O cenário, no entanto, não ajuda a todos no setor. As consultorias de serviços de saneamento temem que a crise hídrica afete o caixa das concessionárias e reduza os investimentos em consultoria. "Em situações emergenciais como a atual, as concessionárias priorizam a compra de pacotes com soluções prontas em vez de contratar estudos de consultorias", disse o presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento (Apecs), Luiz Pladevall, entidade que reúne 42 associados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por Estadão Conteúdo - Diário Online
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