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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/06/2009 | Tecnologia
Crise força saída de fabricantes de computadores do mercado
A crise financeira destruiu os planos de sucesso dos fabricantes de computador de pequeno e médio portes. É o que revelam os dados do IDC (International Data Corporation). Os números mostram que os líderes do setor tomaram cerca de 10% do mercado de seus concorrentes, apenas nas vendas realizadas nas redes varejistas, nos últimos seis meses.

A Folha obteve o balanço do IDC com os fabricantes. A líder Positivo viu sua participação saltar de 23,3%, no terceiro trimestre de 2008, para 30%, no primeiro trimestre de 2009. É seguida pela Semp Toshiba, que foi de 7,5% a 13,2%.

Antes do estouro da crise, em meados de agosto de 2008, as companhias de menor fôlego, que hoje vendem cerca de 30 mil computadores trimestralmente, tinham investido pesado para entrar em um mercado que vinha crescendo, em média, 30% no caso dos PCs e 100% no dos notebooks.

"A estratégia era crescer disputando espaço nas prateleiras como marcas de terceira ou quarta opção", diz Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa do IDC para a América Latina.

A febre dos computadores levou até os gigantes dos eletroeletrônicos a entrarem nesse negócio, como Philips, Samsung e LG. Mas a desvalorização cambial, que fez o dólar disparar, encareceu os componentes dos computadores (tanto PCs quanto notebooks), provocando uma alta no preço final de até 25%. No setor, a maior parte dos componentes que integram os computadores é importada.

Resultado: uma queda de quase 48% nas vendas. Elas totalizaram 3,276 milhões de unidades, no terceiro trimestre de 2008, e terminaram em 2,217 milhões no primeiro trimestre de 2009.

Outra dificuldade enfrentada por esses fabricantes foi a escassez de crédito. Os fornecedores de insumos (como memórias e placas-mãe) deixaram de facilitar o pagamento. Segundo Sakis, isso gerou um estrangulamento no fluxo de caixa. A alta do dólar, que somou cerca de 38% no período, não foi totalmente repassada para o consumidor. E as margens de lucro, que antes eram de 20%, caíram para 6%. "Eles ficaram com esse prejuízo", diz.

Só quem tinha condições de buscar crédito na praça e comprar em grandes quantidades conseguiu atravessar esse período preservando a saúde financeira. "E esse grupo é aquele formado pelas líderes do setor", diz Ivair Rodrigues, diretor da consultoria IT Data, que faz levantamentos de mercado para a Abinee, a associação dos fabricantes.

Empresas como Mirax, Sunsex, Kennex, Novadata, Notecel, Epicom, Preview e Netgate são exemplos entre as que perderam mercado. A Folha apurou que duas teriam encerrado suas atividades. A reportagem tentou entrar em contato, mas até o fechamento da edição não obteve retorno. Seus resultados nem sequer aparecem no novo relatório do IDC.

Num cenário como esse, os analistas estimam que essas companhias teriam de crescer 100% a cada trimestre para conseguir manter-se em ponto de equilíbrio.

Até os fabricantes de eletroeletrônicos que entraram na disputa com os líderes do setor, Positivo, HP e Dell, já estudam uma retirada. É o caso da Philips. A Folha apurou com os fornecedores de matéria-prima que a empresa holandesa só teria estoque até julho e que, depois disso, abandonaria os computadores. A empresa afirma que está estudando essa possibilidade, mas, até o momento, não tomou decisão.

A CCE, que antes da crise chegou a exibir 14% de participação do mercado, também sentiu o impacto, caindo para 5,8%. Ela perdeu terreno principalmente para a Intelbras, que passou de 8,6% para 9,8%, e para a Semp Toshiba, que saltou de 7,5% para 13,2%.

Por Julio Wiziack - Folha de São Paulo
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