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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/06/2016 | Política
Crise deixa prefeitos com poucas obras pré-eleição
Diante da crise na economia, os prefeitos do Grande ABC têm poucas obras de impacto para apresentar no prazo permitido pela legislação eleitoral. O artigo 77 da Lei 9.504/97 proíbe aos candidatos a cargos do Executivo participar de inaugurações nos três meses que antecedem à data do páreo. Portanto, neste ano, a presença do pleiteante ao posto eletivo fica restrita a partir de 2 de julho. Os chefes de Executivo da região buscam entregar algumas intervenções até esse limite, em sua maioria, mesmo sem destaque para estabelecer marca de seus respectivos mandatos.

O prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), tenta concluir até o mês que vem a construção da creche Sítio dos Vianas. Com gastos de R$ 5,3 milhões, o equipamento consta com 98% de nível de execução física, segundo informações da Prefeitura fornecidas para o TCE (Tribunal de Contas do Estado). A previsão inicial era dezembro de 2015. O plano de unidades educacionais envolve dez espaços, mas essa finalização está longe de ser efetivada – só duas foram entregues. O CEU (Centro Educacional Unificado) das Artes no Jardim Ana Maria (60%) e outro no Marek (75%), além da transformação do PA (Pronto Atendimento) da Vila Luzita em UPA ainda preocupa, com 82% de andamento. Ele prevê entrega de unidades habitacionais.

Especialista em Direito Público, o advogado Alberto Luis Rollo sustentou que a regra tem como objetivo evitar que o chefe do Executivo (presidente, governador e prefeitos) “use a máquina em benefício próprio” na eleição. “Inibe que a ação seja transformada em atividade de campanha”, alegou, ao acrescentar que o postulante que violar a lei corre sérios riscos de ter seu registro cassado.

O gestor do Paço de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), é o único que não pode entrar na disputa pela renovação do mandato em outubro. O petista indicará o ex-secretário Tarcisio Secoli (PT) à sucessão. Mesmo exonerado, ele estará impedido de participar de inaugurações dentro do prazo fixado. Entre as obras previstas pelo Paço estão a canalização do Córrego Ipiranga/Vivaldi (98%), no Rudge Ramos, que já despendeu R$ 176,6 milhões, e programa de saneamento integrado na região do Alvarenga. As principais intervenções estimadas, como o Projeto Drenar, especialmente as antienchente no Paço, e o Museu do Trabalhador (56%) já possuem plano de entrega esticado para dezembro.

Em São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB) tem feito revitalizações nas escolas municipais. O escoramento do Viaduto Independência e a reabertura do Hospital São Caetano são planos para depois do pleito. Lauro Michels (PV), de Diadema, estipula neste tempo a ampliação de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e reforma da maternidade do Hospital Municipal. O verde admitiu que a construção das creches Naval (89%) e Ilhéus (98%), bem como a Fábrica de Cultura, financiado pelo Estado, devem ficar prontas entre novembro e dezembro. Já Ribeirão Pires, de Saulo Benevides (PMDB), planeja implantações de quadras escolares.

O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), tem reformas de UBSs e modernização de ginásio esportivo no Itapark. A revitalização do Parque da Juventude está com 70% formatada. Em Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB) aguarda finalizar licitação para compra de equipamentos e mobiliário à UPA 24 horas.

Por Fábio Martins - Diário do Grande ABC
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