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DATA DA PUBLICAÇÃO 24/07/2014 | Setecidades
Criminosos levam um celular a cada 35 minutos na região
Criminosos levam um celular a cada 35 minutos na região Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Quatro cidades da região registraram 7.486 roubos e furtos de celulares no primeiro semestre, o que equivale a, em média, um aparelho levado por ladrões a cada 35 minutos. O levantamento foi feito pela Delegacia Seccional de Santo André, responsável também por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A prática criminosa registrou aumento de 34% em comparação com o mesmo período de 2013, quando foram praticados 5.583 roubos e furtos. Durante todo o ano passado, foram 7.933 casos nos quatro municípios.

O delegado seccional andreense, Luiz Carlos do Carmo, alerta que é possível desestimular o crime com medida simples. “O proprietário deve ter o número de série Imei (Internacional Mobile Equipment Identify - Equipamento Internacional de Identificação Móvel). Cada celular tem o seu e, caso seja roubado, é possível registrá-lo no CEMI (Cadastro de Estações Móveis Impedidas) nas lojas de qualquer operadora e, assim, bloquear o aparelho”, explica. Para conseguir o Imei, basta digitar *#06# em qualquer celular. O número aparece automaticamente na tela e também está disponível na nota fiscal do dispositivo.

A numeração permite ainda o cruzamento dos dados cadastrais de celulares apreendidos com criminosos, a fim de fazer a verificação sobre possível registro de boletim de ocorrência de roubo ou furto. “Se o criminoso revende o celular, quando o comprador coloca um chip, conseguimos rastreá-lo”, destaca Carmo. Para facilitar o trabalho da polícia, a Resolução SSP-53, sancionada pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, em maio, obriga que o Imei seja incluso nos registros de boletins de ocorrência por roubo e furto de telefones móveis.

É desta maneira que o seccional pretende desestimular a prática do crime. “Quanto mais pessoas souberem, mais celulares serão bloqueados, o que impedirá que a criminalidade lucre com os roubos e furtos dos dispositivos. E, no caso dos telefones não bloqueados, vamos ter como rastreá-los e incluir na condenação dos criminosos capturados com eles, no mínimo, a receptação.”

O alerta vale para quem compra celulares no chamado mercado negro, sem nota fiscal. “A pessoa faz isso porque acha que ficará impune. Vamos começar a mirar esse comprador por meio do Imei, e ele responderá por receptação.” O crime prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos na forma dolosa (quando há intenção) e 1 mês a 1 ano na culposa.

Apesar de não possuir levantamento semelhante, o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno, que também é responsável por São Caetano, estima que o número de celulares roubados e furtados nas duas cidades chegou a 30% do total de crimes do tipo logo após a implantação da possibilidade de registrar roubos pela delegacia eletrônica, em dezembro. Em janeiro, foram registrados 1.564 roubos e furtos, sendo, conforme a estimativa de Bueno, 469 de celulares. “Muitos nem querem ter o caso investigado, mas só apresentar o documento para operadoras e seguradora.”

A delegada seccional de Diadema, Martha Rocha de Castro, não foi encontrada até o fechamento desta edição.

Legislação dos desmanches auxilia trabalho de inteligência

Trabalhar com inteligência é a proposta do delegado Luiz Carlos do Carmo, que assumiu a Seccional de Santo André há pouco mais de um mês. Ele também promete combater o roubo e furto de veículos por meio da fiscalização de carros adquiridos em leilões e recuperados nas quatro cidades, conforme o Diário anunciou no domingo. “O objetivo é atacar a lucratividade das modalidades criminosas. A ideia é fiscalizar também os desmanches, por meio da lei sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que facilita esse trabalho.”

A legislação, sancionada em janeiro, obriga proprietários de desmanches de veículos a se credenciarem no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e na Secretaria da Fazenda. Somente empresas credenciadas poderão revender peças ao consumidor final. Para facilitar o rastreamento, todas as peças dos carros devem ser identificadas e ter notas fiscais eletrônicas.

Por Camila Galvez - Diário do Grande ABC
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