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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/04/2017 | Economia
Correios entram greve por tempo indeterminado
Correios entram greve por tempo indeterminado Foto: Ari Paleta/DGABC
Foto: Ari Paleta/DGABC
Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado ontem, às 22h, após assembleia realizada pelos sindicatos do setor em São Paulo, por volta das 19h. De acordo com funcionários das unidades da companhia estatal e do Sindicato dos Correios de São Paulo, os motivos para a paralisação geral são o fechamento de agências, o PDV (Programa de Demissão Voluntária), a suspensão das férias de maio a abril de 2018, o desmonte fiscal da empresa, ameaça de privatização e a DDA (Distribuição Domiciliar Alternada), que em outras palavras, significa que os carteiros entregarão as correspondências dia sim dia não.

Além da mobilização pelo fortalecimento institucional da companhia, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, contratação de funcionários e mais segurança nas unidades. Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares), a empresa teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões em 2016. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um PDV e o fechamento de agências para reduzir gastos. “Nós não buscamos promessas vazias, queremos a revogação da suspensão das férias, garantias da não privatização e melhores condições de trabalho. Não vamos negociar a perda de direitos”, afirmou o presidente da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), José Aparecido Gimenes Gandara.

De acordo com as centrais sindicais, a privatização da empresa coloca em risco os direitos da população aos serviços oferecidos pelos Correios. “Esse negócio de entregar em dias alternados é muito prejudicial para as pessoas que dependem do serviço. Vamos lutar para que isso não aconteça”, disse o secretário-geral do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba), que abrange a região, Ricardo Adriani. Nas sete cidades, cerca de 22 mil profissionais devem cruzar os braços.

Tanto Adriani quanto o diretor regional do sindicato, José Luiz de Oliveira, garantem que os trabalhadores participarão de atos contra as reformas trabalhista e da previdência amanhã. “Vamos participar de manifestações na UFABC (Universidade Federal do ABC) em Santo André, na Marginal Tietê e na Agência Central dos Correios no Centro de São Paulo.”

OUTRO LADO - Em nota, a estatal informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado pelos trabalhadores, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços prestados.

Por Gabriel Russini - Especial para o Diário
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