NOTÍCIA ANTERIOR
Técnico da Inglaterra diz já ter ''19 ou 20 nomes'' garantidos na Copa
PRÓXIMA NOTÍCIA
Pedrinho pede sequência de jogos para suportar 90 minutos no Corinthians
DATA DA PUBLICAÇÃO 29/03/2018 | Esportes
Corinthians marca nos acréscimos e bate São Paulo nos pênaltis para ir à final
 Corinthians marca nos acréscimos e bate São Paulo nos pênaltis para ir à final Gol aos 47 minutos do segundo tempo, o candidato a herói da vaga perdendo pênalti, pressão e briga. Foto: Joca Duarte / Estadão Conteúdo
Gol aos 47 minutos do segundo tempo, o candidato a herói da vaga perdendo pênalti, pressão e briga. Foto: Joca Duarte / Estadão Conteúdo
Foi no sufoco ou, como os corintianos gostam de falar, com a cara do clube. Gol aos 47 minutos do segundo tempo, o candidato a herói da vaga perdendo pênalti, pressão e briga. Teve de tudo até Cássio mais uma vez brilhar, pegar a cobrança de Liziero e transformar a agonia em alegria e garantir o 5 a 4 nos pênaltis, após 1 a 0 no tempo normal, nesta quarta-feira, no Itaquerão. E os dois favoritos desde o início do estadual, vão decidir o Campeonato Paulista: Corinthians e Palmeiras.

Parecia que seria o dia do São Paulo acabar com o jejum de 18 anos sem eliminar o rival em mata-mata. Mas o esforço que Rodriguinho fez para conseguir estar em campo, passando por tratamento em dois períodos para conseguir ser escalado valeu a pena. Já nos acréscimos, ele voou sobre a defesa tricolor e cabeceou à queima-roupa, sem chances para Sidão.

A Arena Corinthians virou um caldeirão em que era preciso muito sangue frio para suportar a pressão. Com a força da torcida na disputa dos pênaltis, o time marcou com Matheus Vital, Clayson, Pedrinho Maycon e Danilo. Por uma ironia do destino, Rodriguinho, o salvador no tempo normal, quase virou vilão e perdeu sua cobrança.

Mas o Corinthians tinha Cássio. Ele pegou a cobrança de Diego Souza e a derradeira batida por Lizieiro. A bola ainda caprichosamente passou perto da trave antes da garantia de que não entraria para a arena estourar de alegria. Marcos Guilherme, Bruno Alves, Reinaldo e Militão marcaram para o São Paulo.

Antes da bola rolar, os técnicos Fábio Carille e Diego Aguirre encerraram a polêmica do jogo passado, quando o são-paulino não cumprimentou o corintiano. Os dois conversaram e trocaram presentes. Clima de paz entre eles, mas só entre eles. A tensão que rondava a Arena Corinthians, muito graças a essa discussão anterior, chegou aos jogadores, que protagonizaram lances ríspidos, saindo faísca em diversas divididas. E após o jogo, o telão da Arena ainda exibiu uma mensagem: Respeita o professor.

Logo aos oito minutos, Tréllez deu sequência a uma jogada que o árbitro já havia paralisado e foi contido com uma pancada de Gabriel. O tempo fechou, quase do mesmo nível que a forte chuva que caiu horas antes do jogo. Um bando de jogadores - titulares e reservas - trocou empurrões, em tentativa de intimidação.

Só que esse clima de guerra em nada ajudaria o Corinthians, que precisava marcar pelo menos um gol a qualquer custo. O São Paulo mostrou valentia. Marcava a saída de bola e dificultava ainda mais a missão corintiana. "Estamos jogando do jeito que o Aguirre gosta", contou Jucilei, no intervalo.

A marcação alta tricolor parece ter surpreendido o Corinthians até mais do que a presença de Rodriguinho e Fagner em campo - o lateral estava com a seleção brasileira na Europa até terça-feira e foi direto para Itaquera.

Aos poucos, o São Paulo recuou, já que não aguentaria manter o ritmo intenso por tanto tempo e deu espaço. Com o Corinthians no ataque, um confronto que chamou a atenção foi entre Militão e Clayson. Roubadas de bola, dribles desconcertantes e discussões marcaram o duelo.

E a rara oportunidade real de gol dos mandantes no primeiro tempo caiu nos pés de Emerson Sheik, que recebeu cruzamento rasteiro de frente para o gol e chutou por cima. Com uma defesa tão fechada, um erro desse poderia ser fatal.

No segundo tempo, a ordem no Corinthians foi atacar e pressionar. O São Paulo se fechou e o jogo virou um duelo de ataque contra defesa. Mas faltava atrevimento e algo diferente para os corintianos. Então, Carille colocou Pedrinho no lugar de Gabriel para aumentar a blitz contra a organizada defesa tricolor.

Aos 35, Carille tentou a última cartada, com uma certa dose de mística. Tirou Emerson e colocou Danilo, que tantas vezes decidiu clássicos - principalmente contra o São Paulo - em um passado não distante. Até que Rodriguinho aproveitou cobrança de escanteio e marcou o gol para colocar o time no caminho da decisão e mantê-lo vivo na busca pelo bicampeonato paulista.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 0 SÃO PAULO (5 x 4 nos pênaltis)

CORINTHIANS -
Cássio; Fagner (Mantuan), Pedro Henrique, Henrique e Sidcley; Gabriel (Pedrinho), Maycon, Mateus Vital, Rodriguinho e Clayson; Emerson Sheik (Danilo). Técnico: Fábio Carille.

SÃO PAULO - Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Petros, Liziero e Nenê (Lucas Fernandes); Marcos Guilherme (Caíque) e Tréllez (Diego Souza). Técnico: Diego Aguirre.

GOL - Rodriguinho, aos 47 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Sidão, Reinaldo, Militão, Fagner, Henrique e Rodriguinho.

RENDA - R$ 2.603.440,11.

PÚBLICO - 43.062 pagantes.

ÁRBITRO - Vinicius Gonçalves Dias Araújo.

Por Estadão Conteúdo - Diário Online
Assine nosso Feed RSS
Últimas Notícias Gerais - Clique Aqui
As últimas | Esportes
21/09/2018 | Tite convoca Pablo, Walace e Malcom para duelos contra Arábia Saudita e Argentina
20/09/2018 | Real Madrid atropela a Roma por 3 a 0 e inicia bem a luta pelo tetracampeonato
18/09/2018 | Jogador de vôlei que jogou em Santo André é encontrado morto na Espanha
As mais lidas de Esportes
Relação não gerada ainda
As mais lidas no Geral
Relação não gerada ainda
Mauá Virtual
O Guia Virtual da Cidade

Todos os direitos reservados - 2020 - Desde 2003 à 6228 dias no ar.