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DATA DA PUBLICAÇÃO 05/09/2017 | Economia
Consumidor da região já sofre com aumento de combustíveis
Consumidor da região já sofre com aumento de combustíveis Foto: Ari Paleta/DGABC
Foto: Ari Paleta/DGABC
Desde quarta-feira, quando a Petrobras vem anunciando reajustes quase que diários nos preços dos combustíveis por conta do furacão Harvey – que devastou cidades do Texas e de Louisiana, nos Estados Unidos, e deixando inoperantes refinarias e oleodutos – a gasolina subiu 11,2% e, o diesel, 8,9%. E o motorista já pode sentir no bolso esse reflexo.

Para se ter ideia, o litro da gasolina no Grande ABC está sendo vendido, em média, por R$ 3,69 e, o diesel, por R$ 3,39, conforme o Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do ABCDMR). Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostram, porém, que na semana de 27 de agosto a 2 de setembro a gasolina saía por R$ 3,56 e, o diesel, R$ 3,20.

Segundo o presidente do Regran, Wagner de Souza, os combustíveis chegaram aos revendedores com aumentos na sexta-feira e no sábado e, ontem, foram surpreendidos por novos acréscimos. “Os preços estão muito galopantes, não tem como não repassar para o consumidor”, comenta.

A gerente de posto em Santo André Tina Castillo afirma que só é possível segurar o repasse enquanto as bombas estão com o combustível anterior ao reajuste. “Se temos estoque, não repassamos. Quando compramos, conseguimos segurar o preço por dois ou três dias. Mas com essas altas seguidas está difícil”, diz.

Com a gasolina a R$ 3,88 e o diesel a R$ 3,40 ela lamenta que a alta nos preços faz com que mesmo os consumidores fiéis procurem alternativas mais baratas em postos de gasolina com bandeira branca e de supermercado. “Hoje (ontem) mesmo, um carro entrou, olhou o valor e foi embora.”

Souza observa que, nos últimos 18 meses, os postos da região sofreram queda de 10% no movimento e de 20% no volume comercializado. “Por conta da crise, perdemos clientes para o comércio irregular, pois não conseguimos nos igualar ao preço deste mercado. Com os aumentos diários, podemos perder ainda mais.”

As três últimas altas consecutivas nas refinarias, de 0,5%, 4,2% e 3,3% para a gasolina e de 0,8%, 2,5% e 0,1% para o diesel foram justificados pela Petrobras. “Na última semana, em face dos impactos do furacão Harvey na operação das refinarias, oleodutos, e terminais de petróleo e derivados no Golfo do México, os mercados de derivados sofreram variações intensas de preços.” Os impactos atingem o Brasil devido à política da estatal, de balizar os preços praticados por aqui aos cobrados no Exterior. E, embora o País produza derivados do petróleo, o tipo mais utilizado em veículos é importado.

Por Flavia Kurotori - Especial para o Diário
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