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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/08/2017 | Setecidades
Complexo hospitalar completa nove anos com obras inacabadas
Iniciada em 2008, quando à época recebeu aporte de R$ 14,4 milhões do governo estadual para início dos trabalhos no canteiro de obras, a construção do Complexo Hospitalar de Ribeirão Pires segue emperrada, sucateada e sem previsão para ser concluída. Paralisadas desde 2013, por falta de verba, as obras do equipamento de Saúde, orçado em R$ 25 milhões, apresentam os primeiros sinais de desgaste.

Localizado ao lado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, o complexo hospitalar, que teria capacidade para 123 leitos, está completamente sem acabamento, tendo apenas a estrutura das torres principais consolidada. Funcionários da empreiteira responsável pela obra sequer dão expediente no canteiro de obras.

“Do que adianta gastar tanto para termos somente um esqueleto sem utilidade nenhuma?”, desabafa a dona de casa Ruth Domingues, 56 anos.

Considerada por moradores um verdadeiro “elefante branco”, a construção do complexo hospitalar, que deveria ter beneficiado a população, tornou-se com o tempo uma verdadeira dor de cabeça para quem depende de serviços oferecidos por unidades públicas de Saúde.

“A UPA (Santa Luzia) é sempre lotada. Se esse hospital tivesse aberto seria bênção, porque não iriamos precisar ir até Mauá. Mas, do jeito que está, acho difícil esse hospital ficar pronto”, relata o aposentado Duarte de Queiróz, 61.

Na tentativa de retomar a construção do equipamento de Saúde, a Prefeitura de Ribeirão Pires declara empenhar esforços para conseguir liberação de R$ 7 milhões, solicitados ao governo estadual, para finalizar o complexo hospitalar. A negociação, que se arrasta desde a gestão passada, no entanto, segue sem parecer do Estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a Pasta “aguarda o envio de plano de obras por parte do município, que não foi entregue até o momento, para analisar o pedido de repasse extra”. A Prefeitura de Ribeirão Pires, por sua vez, afirma já ter realizado a entrega do respectivo documento no primeiro semestre deste ano.

A administração municipal informa também que aguarda a liberação de cerca de R$ 800 mil pela Caixa Econômica Federal. O montante será utilizado nas obras do complexo hospitalar.

Em 2015, o ex-prefeito Saulo Benevides (PMDB) já havia firmado pré-compromisso do Ministério da Saúde para custeio de 70% do complexo hospitalar da cidade.

Unidade ampliará em 4% número de leitos

A instalação do Complexo Hospitalar de Ribeirão Pires deve ampliar em 4% a quantidade de leitos ofertada atualmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Grande ABC, estimada hoje em 2.813. Ao todo, o equipamento de Saúde ofertará 123 leitos, sendo dez de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Embora ainda não haja previsão para início das atividades do complexo hospitalar, a expectativa é a de que a unidade seja referência no atendimento para moradores da cidade e também dos municípios vizinhos Mauá e Rio Grande da Serra.

O projeto do complexo hospitalar que está sendo erguido em terreno adquirido pela Prefeitura em 2005, com área de aproximadamente 15 mil m² – trata-se do maior equipamento de Saúde do município.

Atualmente, o número de leitos disponíveis na rede privada de Saúde tem superado a quantidade ofertada pelo SUS, com 3.090 postos.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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