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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/01/2014 | Cidade
Comissão questiona viagem internacional de servidores
Diante da falta de informações da Prefeitura, a comissão especial da Câmara de Mauá questionou o envio de funcionários do Executivo a Portugal e Rio de Janeiro para participarem de seminários sobre usinas de lixo. O grupo foi criado para acompanhar os trabalhos do acordo de cooperação técnico-operacional entre os prefeitos Donisete Braga (PT-Mauá) e Carlos Grana (PT-Santo André) que visa a construção coletiva por meio de PPP (Parceria Público-Privada) de uma usina elétrica, movida pela incineração de resíduos.

De acordo com ofício respondido pela administração, funcionários das Secretarias de Serviços Urbanos, Planejamento Urbano e Desenvolvimento Econômico participaram de três seminários. Os eventos foram os seguintes: ‘Treze visitas técnicas a Portugal’, de 21 a 27 de julho do ano passado, na Europa; ‘Brasil, a hora dos resíduos’ e ‘Olhar de gerenciamento integrado na Europa através de Portugal’, de 17 a 19 de agosto de 2013, ambos no Rio de Janeiro. O governo informou aos vereadores que, apesar das visitas técnicas, ainda não foram realizadas atividades em razão do acordo de cooperação com o Paço de Santo André.

A comissão em questão – criada em agosto com função exclusiva de acompanhar os trabalhos do acordo, com data para expirar no dia 12 – quer mais detalhes sobre o caso.

“Estou aguardando a resposta da Prefeitura. Nós vamos retomar as reuniões e queremos saber sobre os objetivos das viagens. A intenção é indicar alguém para acompanhar essas viagens”, comentou o presidente do grupo de cinco parlamentares, Chiquinho do Zaíra (PTdoB). Sandra Vieira (PMDB) afirmou que é necessário ter mais subsídios sobre a ação do Paço. “Vamos nos reunir dia 4, na volta do recesso (parlamentar), e precisamos de respostas para tentar concluir o que foram fazer lá”, disse.

O caminho para a construção da usina de lixo começou ano passado. O termo entre os prefeitos foi assinado em julho. Em novembro, a Câmara aprovou proposta de lei de Donisete Braga que instituiu o plano de saneamento municipal. A legislação inclui a destinação de resíduos sólidos e prevê o fechamento de aterros sanitários em funcionamento no município.

A intenção das prefeituras é construir a usina de lixo para destinar seus resíduos e reverter em energia, que seria utilizada pelo Polo Petroquímico, instalada na divisa dos municípios. Juntas, as cidades produzem em torno de uma tonelada diária de lixo que é encaminhada ao aterro particular da Lara, em Mauá.

O Diário questionou a gestão Donisete por meio de sua assessoria de imprensa sobre os gastos e objetivos da viagem. Mas não obteve respostas até o fechamento desta edição.

Por Gustavo Pinchiaro - Diário do Grande ABC
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