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DATA DA PUBLICAÇÃO 30/03/2014 | Cultura
Com Red Hot, Lollapalooza Chile leva 80 mil a parque em Santiago
Com Red Hot, Lollapalooza Chile leva 80 mil a parque em Santiago Red Hot Chili Peppers faz show no Lolla Chile (Foto: Divulgação/Lollapalooza Chile)
Red Hot Chili Peppers faz show no Lolla Chile (Foto: Divulgação/Lollapalooza Chile)
Evento começou neste sábado; estimativa de público é da organização.

Edição brasileira, no início de abril, troca banda dos EUA por Muse.


A edição chilena do Lollapallooza começou neste sábado (29), com público estimado pela organização em 80 mil pessoas. O Red Hot Chili Peppers fez o show principal no Parque O’Higgins, no centro de Santiago. Após uma hora e quarenta minutos, o Red Hot se despediu às 23h30 com o hit “Give it away”. Foi o último show do festival, que teve início ao meio-dia.

O evento em Santiago antecipa a edição brasileira, nos dias 5 e 6 de abril, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A programação será quase igual à chilena. A atração principal do primeiro dia, no entanto, será diferente em SP. Em vez dos Red Hot Chili Peppers, o Lolla no Brasil terá o Muse.

O Lollapalooza Chile termina no domingo (30), com Soundgarden, Arcade Fire e mais.

Sábado no Chile
Phoenix e Nine Inch Nails fizeram os shows anteriores ao Red Hot nos palcos maiores, com boas performances e poucas surpresas. As novidades vieram mais cedo, com a festa indie-dançante lotada do Capital Cities, as acrobacias de barriga de fora de Ellie Goulding e a crueza com voz e violão de Jake Bugg. Nesses vale ficar de olho durante o Lolla no Brasil. Quanto ao Red Hot Chili Peppers, os chilenos não viram nada que o público brasileiro não conheça. A banda de Anthony Kiedis tocou no Brasil no final de 2013. Eles não lançam um álbum novo desde “I’m with you” (2011).

O show em Santiago foi previsível e animado. A falta de surpresas no repertório e a performance burocrática de Kiedis não apagam a força dos hits. Eles vão da entrada com “Can’t stop” ao bis com “Give it away”.

Como tem sido de praxe nos shows do Red Hot, o baixista Flea assume o posto de homem de frente, com mais desenvoltura e energia que o vocalista. O show intercalado por improvisos instrumentais destaca antes do bis o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que toca até cuíca, antes de Flea entrar plantando bananeira.

O Nine Inch Nails faz um espetáculo impressionante, mas sem a comoção do público que se espera de uma atração principal, status que também vai ter no Brasil. O aparente desejo de fazer o som mais pesado e sujo possível às vezes impressiona ("Terrible lie"), e em outras só cria uma massa sonora com instrumentos indistinguíveis (“Me, I’m not”). Talvez esta falha fique por conta do sistema de som do festival, que também oscilou no show do Red Hot. O público parece embasbacado pela parede de luz atrás do palco e pela pose imponente do líder Trent Reznor, mas não vibra muito com o show. “March of the pigs” e o final, com “Hurt”, são os melhores momentos.

A banda francesa Phoenix fez show agitado no início da noite. Eles queimaram dois de seus maiores trunfos, as músicas “Lasso” e “Lizstomania”, logo no comecinho da apresentação. Mas o resto do show manteve o público atento. A quem está na dúvida sobre assistir ao show no Brasil, que será ao mesmo tempo da neozelandesa Lorde, vale avisar: o Phoenix não tem uma performance mais inspirada do que a já vista no Brasil em 2010. No final, o vocalista repetiu o costume de descer do palco e se jogar no meio do público. A única diferença foi que as fãs tiraram a calça de Thomas Mars no Chile – mas ele logo voltou a roupa para o lugar.

A cantora inglesa Ellie Goulding cantou de barriga de fora, sob sol ainda forte no fim da tarde no Parque O’Higgins. A performance aeróbica condiz com o abdômen sarado e os braços fortes. Ellie se movimenta muito e ganha os chilenos, principalmente em “Starry eyed”. Nessa, ela também toca um tambor colocado no meio do palco.

A voz rouca e sem potência ganha ajuda de três cantores de apoio ao vivo. Eles levam algo de soul ao pop eletrônico. O tambor volta a ser tocado em uma breve versão de "Bad girls", de M.I.A. O auge vem mais para o final, com “I need your love”, em arranjo menos frenético que o da gravação da parceria com Calvin Harris.

Palcos alternativos
A primeira atração a fazer show concorrido no sábado foi o Capital Cities, no pequeno Palco PlayStation. Os californianos ousam entrar sem guitarra no festival de tradição roqueira. O duo investe em teclado e sintetizador, e ao vivo vira quinteto, com reforço de trompete, baixo e bateria.

Eles ensinam dancinhas, fazem cover de “Stayin' alive”, dos Bee Gees, misturada a “The sweater song”, do Weezer, e despejam suas melodias grudentas, afinadas com a experiência anterior de produção de jingles. Com tantas batidas festivas, o convite para os fãs “bailar”, em bom espanhol, foi redundante.

O show de Jake Bugg foi o extremo oposto do Capital Cities, no mesmo palco. Bem menos populista e mais blasé que o duo dos EUA, o jovem inglês fez o mínimo além de cantar e tocar. Sem conversa, sem dança e sem gracinhas, ele levou apenas um baixista e um baterista para acompanhá-lo. Ao vivo, solta mais a voz, que fica parecida com a de Liam Gallagher - quando o ex-Oasis ainda tinha fôlego para os hinos anasalados.

Com o silêncio do inglês nos intervalos, só se ouvia as vozes femininas derretidas por Bugg na frente do palco. Tirando um ou outro momento mais solto, como em “Slumville Sunrise” e “Messed up kids”, é um show para ouvir quieto, notando nos arranjos crus de “Treasure” ou “Two fingers”. A mais aplaudida, de longe, é “Broken”, só em voz e violão. É uma das que destacam apenas a voz do cantor, sem firulas.

Brasileiros no Chile
A Nação Zumbi fez o primeiro show da história da banda no Chile neste sábado. O show foi em local fechado, longe dos palcos principais. A boa apresentação foi vista por cerca de mil pessoas, fração pequena dos 80 mil fãs do festival. A banda subiu ao palco antes do horário marcado, 16h15, o que fez com que o público fosse ainda menor no início.

Se a arena pequena e fechada não foi propícia para apresentar o grupo a “desavisados”, que costumam conhecer novas bandas em festivais, o ambiente foi ideal para o clima soturno e o som pesado dos brasileiros.

Por Rodrigo Ortega - G1, em Santiago - o jornalista viajou a convite da Time For Fun
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