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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/02/2016 | Saúde e Ciência
Colômbia deve começar a ter casos de microcefalia em junho, diz Opas
Estimativa foi mencionada em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18).

Dos locais atualmente com zika, só Brasil teve aumento de malformação.


A Colômbia deve começar a ter casos de microcefalia em junho, de acordo com o médico Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Contagiosas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. A estimativa, divulgada em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18), baseia-se na data em que o país começou a ter casos de infecção por zika.

Recentemente, o governo colombiano divulgou que havia 5.013 mulheres grávidas com o vírus da zika no país, mas não havia casos de microcefalia até o momento.

Espinal observa que, em muitos países, a chegada do zika ainda é muito recente, por isso o Brasil é o único país em que foi constatado aumento de casos de microcefalia no surto atual. “O segundo país na fila, depois do Brasil, é a Colômbia, já que lá os primeiros casos de zika começaram a ser reportados em outubro”, diz.

O especialista acrescentou que, das cerca de 5 mil grávidas que tiveram contato com o vírus da zika na Colômbia, 2 mil estão sendo acompanhadas como parte de um estudo para verificar a possível relação entre zika e microcefalia.

Também participaram da coletiva de imprensa o médico Ian Askew, diretor do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS e Jaime Nadal Roig, Representante do escritório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil.

Situação muito recente
Eles enfatizaram que, apesar das fortes evidências que sugerem que o aumento de casos de microcefalia observado no Brasil tem relação com a chegada do vírus da zika no país, ainda falta saber muita coisa sobre esse fenômeno.

“A situação ainda é muito recente, é algo muito desconhecido. A possível ligação entre zika e microcefalia só foi estabelecida há três meses e acredito que o Brasil fez um trabalho bonito em identificar essa ligação”, disse Nadal Roig.

Controle de Aedes e contracepção
A OMS lembra que o controle do vetor do vírus da zika, o mosquito Aedes aegypti, continua sendo uma das principais ações de prevenção no contexto da emergência de saúde pública internacional pelo aumento de microcefalia potencialmente relacionado ao vírus da zika.

Askew afirmou que os países devem oferecer todas as opções de métodos contraceptivos para casais que não queriam engravidar devido à emergência de microcefalia, porém enfatizou que a decisão sobre ter ou não um filho deve ser completamente pessoal, criticando países que recomendaram que mulheres adiassem a gravidez.

Ele também lembrou que a OMS lançou nesta quinta-feira, mais cedo, uma recomendação de abstinência ou sexo seguro a pessoas que estejam em áreas afetadas pelo vírus da zika devido à possibilidade, ainda em investigação, de transmissão sexual do vírus.

Por G1, em São Paulo
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