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DATA DA PUBLICAÇÃO 10/02/2017 | Cultura
''Cinquenta tons mais escuros'' é novelão com mais se xo, mas sem enredo
''Cinquenta tons mais escuros'' é novelão com mais se xo, mas sem enredo Dakota Johnson e Jamie Dornan como Ana e Christian (Foto: Divulgação/Universal Pictures)
Dakota Johnson e Jamie Dornan como Ana e Christian (Foto: Divulgação/Universal Pictures)
Filme tenta agradar quem quer ver pegação, mas tem sequências insossas e sexo de calça jeans. Suspense prometido no trailer não se cumpre na história.


"Cadê todo aquele sexo de que todos estavam falando?", foi a pergunta que ecoou mundo afora em 2015, quando o fenômeno literário "Cinquenta tons de cinza" ganhou os cinemas pela primeira vez. É fãcil concluir que a sequência da história ainda não tem a resposta. Mas "Cinquenta tons mais escuros", que estreia nesta quinta (9) no Brasil, até tenta agradar quem vai ao cinema esperando ver pegação.

Os méritos acabam por aí. O filme, que passou às mãos do diretor James Foley ("O sucesso a qualquer preço") depois de Sam Taylor-Johnson desistir do projeto, não consegue adicionar elementos que façam valer a pena a história do amor sádico de Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson). A trama não avança e o enredo parece uma mistura de novela mexicana - eternamente enrolando o espectador - com série teen.

Sexo sem amor

Impossível recriar em uma produção comercial as cenas tórridas do "pornô para mulheres" escrito por E.L. James, cuja trilogia vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo. Não que os livros sejam obras-primas - muito, muito longe disso -, mas reproduzir as descrições despudoradas colocaria o filme mais perto do XVídeos do que de salas abertas para jovens a partir de 16 anos.

Niall Leonard, responsável pela adaptação do roteiro, até tenta apimentar mais as coisas, e faz os personagens repetirem exaustivamente a palavra "gozar". Mas, enquanto a quantidade aumentou, a qualidade do sexo continua a mesma em relação ao longa inicial.

São sequências insossas, limpinhas e com Grey de calça jeans em algumas delas (pois é!). Salvam-se alguns bons momentos insinuativos, como a comentada cena em que o rapaz provoca a namorada no elevador. Tudo é agravado pela total falta de química entre os atores. É o verdadeiro sexo sem amor.

Onde foi parar o suspense?

Divulgado com pompa em setembro do ano passado e com milhões e milhões de visualizações na internet, o trailer de "Cinquenta tons mais escuros" prometia uma história de suspense, com a volta de fantasmas do passado de Grey, que atormentariam a nova vida dos pombinhos. Leila (Bella Heathcote), uma antiga "submissa" do ricaço esquisitão, obcecada por tê-lo de volta, poderia salvar a trama do total tédio, mas sua participação é mínima, e o problema é logo descartado.

Já Elena Lincoln (Kim Basinger), a mulher que moldou a personalidade de Grey ao apresentá-lo ao universo do sadomasoquismo, é tão perversa quanto uma vilã adolescente no colegial, tentando a todo custo convencer Anastasia de que nunca poderá fazer seu amado feliz. Ao menos ela protagoniza uma das cenas mais hilárias do longa, uma discussão à lá "Maria do Bairro" - parece até que o filme está rindo de si mesmo, um recurso que deveria ser mais usado.

O que se vê na tela é uma sequência de cenas melosas e diálogos cafonas, intercaladas com transas aleatórias e tensão forçada - não vale o spoiler. Depois de um término dramático no final do primeiro filme, Ana aceita de volta o senhor Grey, que magicamente esquece as peripécias do passado e aceita viver um romance "papai e mamãe" em nome do amor pela moça. O enredo - ou a falta dele - se concentra na mudança de personalidade dos personagens, e apenas nisso.

O último romântico

Ana é agora uma mulher mais madura e, sem nenhuma explicação, ganhou um bocado de autoconfiança. Ela tenta tomar as rédeas da relação com Grey, mas ainda faz a gente pensar o tempo inteiro: "Miga, sua louca, sai dessa". O galã continua controlador e esquisitão. Mas, descrito nos livros como desbocado e avesso a romance e já retratado em uma versão pudica e afetiva no longa de 2015, ele agora degringola de vez para o tipo homem-carente-arrependido.

Não se sabe ao certo o que provocou a mudança dos protagonistas. O passado de Grey, um dos maiores mistérios da franquia, ganha algumas pistas na sequência, mas não espere nada bombástico. Respostas mesmo, quem sabe no próximo filme. Já tem data para estrear: fevereiro de 2018. Prepare-se.

Por Carol Prado, G1
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