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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/03/2018 | Setecidades
Cidades intensificam busca por pacientes com tuberculose
Cidades intensificam busca por pacientes com tuberculose Foto: Diário Online
Foto: Diário Online
Atualmente, 390 pessoas estão em tratamento em quatro cidades do Grande ABC

A rede pública de Saúde da região intensifica, neste mês, a busca por pacientes com sintomas que podem levar ao diagnóstico de tuberculose. Março é marcado pelo alerta do problema, uma vez que tem o dia 23 como data mundial de combate à doença. Atualmente, em quatro das sete cidades (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires), 390 pessoas estão em tratamento. As demais não informaram.

No Grande ABC, segundo o DataSus (banco de dados do Ministério da Saúde), em 2017 a rede pública registrou 84 internações pela doença, além de seis mortes.

Durante a ação das prefeituras, todos os pacientes que passam por atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) são questionados a respeito de sintomas (veja os sinais da doença na arte ao lado) sentidos. Havendo suspeita, a pessoa é submetida à baciloscopia, teste rápido molecular.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, afetando principalmente os pulmões. A transmissão é aérea e ocorre a partir de aerossóis expelidos pela tosse, espirro ou fala de doentes com tuberculose pulmonar ou laríngea. Pessoas com HIV têm maior risco de contrair a enfermidade, já que o vírus diminui a resposta imunológica.

O tratamento medicamentoso é feito por período de seis meses. “O problema é que muitos pacientes tomam a medicação e, depois do segundo mês, não sentem mais nada e abandonam o tratamento. Mas é preciso fazê-lo todo, senão voltam os sintomas e favorece o surgimento de resistência (ao medicamento), pontua o professor responsável pela disciplina de Pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss.

Nas crianças, a principal maneira de prevenir a tuberculose é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada no SUS (Sistema Único de Saúde). Nos adultos, é identificar a “infecção latente de tuberculose”, que acontece quando uma pessoa convive com alguém que tem o problema.

A enfermidade já foi tida como sentença de morte no passado, realidade que foi amenizada graças ao avanço na área de medicamentos. Contudo, Fiss ressalta que ela “está muito longe de ser erradicada”. “Quando ficam sabendo de registros da doença, as pessoas costumam falar que ela voltou, mas nunca foi embora, são milhares de casos por ano”, fala. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que mais de dez milhões de pessoas fiquem doentes e 1,7 milhão morram por ano devido à tuberculose.

PROBLEMA SOCIAL

Além dos fatores relacionados ao sistema imunológico, o adoecimento pela infecção, muitas vezes, está ligado à vulnerabilidade social. “A melhoria das condições socioeconômicas, de saneamento básico e o diagnóstico precoce ajudariam muito a baixar os índices da doença”, destaca Fiss, acrescentando que a diminuição de internações e mortes registradas na região em dez anos – foram 179 internações e 11 mortes em 2007– pode ser atribuída à mudanças nessas questões.

Terapêutica da doença ganhará novo remédio a partir de maio

Pacientes com tuberculose terão acesso a novo tratamento com menor quantidade de comprimidos, passando de três para uma ingestão diária. Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento Isoniazida, de 300 mg, permite redução das pílulas, favorecendo a adesão ao tratamento. O remédio estará disponível a partir de maio na rede pública.

Para a implantação do medicamento, a Pasta federal vai financiar pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo e com apoio de pesquisadores externos, também do Espírito Santo, além de profissionais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Distrito Federal.

O Ministério da Saúde vai começar a distribuição por estes Estados, com o objetivo de conhecer o processo de utilização do medicamento, bem como a sua oferta em tempo oportuno pelos serviços de Saúde.

Em 2017, foram registrados 69,5 mil casos novos e 13.347 casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil.

Por Vanessa de Oliveira - Diário Online
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