NOTÍCIA ANTERIOR
Obra é retomada no Atrium Shopping
PRÓXIMA NOTÍCIA
São Bernardo inicia obras no Corintinhas
DATA DA PUBLICAÇÃO 12/09/2012 | Setecidades
Cidades do ABCD podem ter até 43 milhões de ratos
Cidades do ABCD podem ter até 43 milhões de ratos Rato no teto da casa de Silmara, no córrego Alvarenga; pombos também são pragas urbanas. Fotos: Luciano Vicioni
Rato no teto da casa de Silmara, no córrego Alvarenga; pombos também são pragas urbanas. Fotos: Luciano Vicioni
Projeção é de 17 roedores por habitante, conforme a Organização Mundial de Saúde

Para cada um dos 2,58 milhões de habitantes da Região, há uma estimativa de que 17 ratos habitem o mesmo espaço, somando um total assustador de 43 milhões de roedores. A projeção é da OMS (Organização Mundial de Saúde), feita para grandes cidades, mas o número está longe de ser exato, já que não há estudos específicos de contagem da população de roedores nas cidades brasileiras.

Três espécies de roedores podem ser encontradas mais facilmente nos esgotos, domicílios e terrenos baldios: o rato de telhado, a ratazana e o camundongo. Entre as doenças que o animal pode transmitir ao ser humano estão a leptospirose, a peste bubônica, a hantavirose e o tifo murino. Assim como os ratos, outros animais, como pombos, formigas e cupins, são pragas urbanas.

De acordo com Ricardo Augusto Dias, professor do departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zoologia da USP (Universidade de São Paulo), a denominação dada a estas espécies não é apropriada. “O nome praga está associado à transmissão de doenças, incômodo, repulsa. Estes animais causam problemas porque propiciamos condições para que eles vivam em nosso redor, com restos de comida, lixo mal acondicionado, entulho. A denominação mais apropriada talvez seja ‘espécie sinantrópica’ (adaptada a viver em centros urbanos), que inclui até mesmo cães e gatos sem um guardião”, avaliou.

No caso dos ratos, a população pode ser controlada com uso de produtos químicos e meios físicos, como ratoeiras. Para Dias, o poder público tem atuado exaustivamente no problema, mas a população não colabora para evitar a multiplicação dos roedores. “As pessoas, geralmente criadoras do problema, muitas vezes não estão envolvidas na questão, alimentando ainda mais a situação, jogando lixo nos rios e terrenos baldios. Esta questão deve ser enfrentada mais enfaticamente”, opinou.

Infestação - Para os moradores que vivem à beira de um córrego na rua 3-A, no Bairro Alvarenga, em São Bernardo, os ratos são vizinhos indesejados e constantes. Apesar das medidas de desratização efetuadas pela Prefeitura, os roedores não parecem dispostos a se mudar. “Moro aqui há 22 anos e sempre teve muito rato neste local. Acredito que a única forma de acabar com eles é canalizar este córrego”, enfatizou a dona de casa Vera Lúcia de Moraes Cola, 58 anos.

Na casa de Silmara Valéria Pereira, 36, os ratos aparecem a qualquer hora do dia ou da noite. “Há alguns meses meu filho foi mordido enquanto dormia. Levei ao médico e não houve qualquer problema de saúde, mas fico preocupada o tempo todo”, afirmou, ao acrescentar que, todos os dias, ao menos seis roedores aparecem em sua casa.

Prefeituras promovem desratizações e campanhas educativas

Os CCZs (Centro de Controle de Zoonoses) das prefeituras promovem cronogramas de desratizações em áreas públicas, mas precisam do auxílio da população para evitar o aumento da praga em imóveis e terrenos particulares. De maneira geral, as áreas mais infestadas dos municípios são as que têm proximidade com córregos, feiras livres, reciclagem de materiais e pontos de coleta de lixo, onde existam alimentos e abrigos para os ratos.

Em São Bernardo, o CCZ promove palestras para a conscientização dos moradores com equipe de educadores. As medidas de desratização são realizadas em todas as áreas públicas do município, como ruas, praças e vielas, bueiros e pontos de escoamento de água e esgotos das ruas, além dos córregos, pelo menos uma vez por ano, com retorno às áreas sujeitas a alagamento, que são retrabalhadas antes da ocorrência do período das chuvas.

Em São Caetano são realizadas campanhas educativas, além de curso para os agentes de saúde do Programa Saúde da Família, que são multiplicadores da informação. Quando encontrado o problema, o CCZ promove a desratização de todos os prédios públicos. Em vias públicas são realizados três ciclos diferentes no primeiro semestre e mais três ciclos diferentes no segundo semestre.

Diadema também mantém programa de limpeza e manutenção nos bueiros das regiões centrais, além de desratização e orientação em todos os núcleos habitacionais, imóveis críticos, equipamentos públicos, córregos, casos suspeitos de leptospirose, terrenos baldios e outras situações de risco.
Santo André faz desratizações e trabalho educativo com agentes de vigilância ambiental e de saúde, que distribuem cartazes e folhetos. Os demais municípios atuam quando há denúncia por parte da população.

Pombos também infestam municípios

Assim como os ratos, os pombos infestam os municípios e podem transmitir doenças aos seres humanos, como gripe, conjuntivite, toxoplasmose, salmonelose, psitacose (doença infecciosa que atinge primeiramente os pulmões e posteriormente baço e fígado), criptococose (doença causada por fungos, que infecciona os pulmões), coceiras e dermatites.

Concentrados principalmente nas áreas centrais das cidades, onde há alimento abundante de barracas de rua e restos de lixo, para viver os pombos necessitam basicamente de abrigo e comida. Assim, a medida de maior importância é a proteção dos alimentos e o destino adequado dos restos e sobras.

Um dos modos de evitar a proliferação dos animais está relacionado com a disposição adequada do lixo, em horário próprio para a coleta. Também é preciso realizar a retirada de alimentos de animais de estimação durante o período noturno.

De acordo com o professor Ricardo Augusto Dias, a legislação não permite que pombos sejam capturados ou mortos, portanto só é possível instalar equipamentos que os repelem nas edificações. A dica, neste caso, é proteger os imóveis dos “invasores” e não deixar comida disponível para as aves.

Por Angela de Paula - ABCD Maior
Assine nosso Feed RSS
Últimas Notícias Setecidades - Clique Aqui
As últimas | Setecidades
25/09/2018 | Acidente na Tibiriçá termina com vítima fatal
25/09/2018 | Santo André quer tombar 150 jazigos de cemitérios municipais
21/09/2018 | Região ganha 13 mil árvores em um ano
As mais lidas de Setecidades
Relação não gerada ainda
As mais lidas no Geral
Relação não gerada ainda
Mauá Virtual
O Guia Virtual da Cidade

Todos os direitos reservados - 2020 - Desde 2003 à 6196 dias no ar.