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DATA DA PUBLICAÇÃO 14/03/2014 | Geral
Chuvas não conseguem afastar fantasma do racionamento em SP
Chuvas não conseguem afastar fantasma do racionamento em SP Sistema Rio Grande está com 98% da capacidade e fornece água para Diadema; mesmo assim, moradores convivem com rodízio de água, comprada da Sabesp. Foto: Amanda Perobelli
Sistema Rio Grande está com 98% da capacidade e fornece água para Diadema; mesmo assim, moradores convivem com rodízio de água, comprada da Sabesp. Foto: Amanda Perobelli
Chove pouco no sistema Cantareira e nível do reservatório Guarapiranga é baixo, o que gera receio em relação ao outono-inverno

A pouca chuva sobre todo o sistema Cantareira, localizado no extremo norte da Região Metropolitana de São Paulo e formado por quatro represas, mantém o receio de que o Estado tenha de fazer racionamento no abastecimento de água, inclusive nos municípios do ABCD. Nesta quinta-feira (13/03), os reservatórios atingiram 15,6% da capacidade, o pior nível em 40 anos.

A quantidade de chuva do dia no reservatório foi de apenas 4,3 milímetros. A situação crítica pode ter reflexo mais adiante, na estiagem do outono-inverno.

Permissionárias do Sistema Cantareira – cidades que compram água no atacado – receberão menos e terão de encontrar saídas próprias para evitar o desabastecimento. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13/03) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na Região, São Caetano recebe água do Cantareira, mas como conseguiu diminuir em 18% a demanda – 100 litros por segundo a menos, com campanhas de economia –, o racionamento não será aplicado pela Sabesp.

REMANEJAMENTO

Além do racionamento, uma das medidas adotadas pela Sabesp para minimizar o problema é o remanejamento da água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para os locais abastecidos pelo Cantareira. No entanto, a situação do Guarapiranga não é animadora. O volume de armazenamento nesta quinta era de 38,5%, e o volume de chuva no dia ficou em apenas 0,3 milímetro.

O Estado alega que a medida é necessária para repassar aos clientes da Sabesp a exigência da ANA (Agência Nacional de Águas), que determinou a redução em 15,5% da captação de água máxima nas represas do Cantareira: de 33 mil litros por segundo para 27,9 mil.

Sabesp fornece água para 364 das 645 cidades

A Sabesp é a responsável direta pelo fornecimento de água em 364 dos 645 municípios paulistas. Nos demais, o fornecimento é feito pelas prefeituras, que podem comprar água no atacado da empresa ou recolher em represas da região. A cidade mais afetada com o racionamento é Guarulhos, que reduziu desde o início do ano apenas 2% da demanda e sofrerá corte de 18% do repasse de água.

Em Diadema, onde o serviço é municipalizado e a água comprada da Sabesp, está sendo aplicado rodízio de água, mesmo com esse volume sendo fornecido pelo Sistema Rio Grande (Billings), que está com 98% da capacidade.

ADMINISTRAÇÃO

Mauá e Santo André também administram a própria distribuição da água vendida pela Sabesp. De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), não há racionamento de água na cidade ou previsão de implantação.

Em nota, a autarquia afirma que Santo André é abastecida por três sistemas – Rio Claro, com envio de 74% do volume; Rio Grande, que representa 20% do volume de água recebido pela cidade da Sabesp. “Os outros 6% provêm do Sistema Pedroso, operado pelo Semasa. Como o Sistema Metropolitano de Água da Sabesp é integrado, Santo André também pode ser atendida pelos sistemas Alto Tietê e Cantareira.”

O município aprovou em fevereiro a medida para conceder desconto de 30% na conta de água para munícipes que economizarem 20% de sua média de consumo.

Serra foi alertado sobre a fragilidade do Cantareira

Relatório do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, elaborado pela Fundação de Apoio à USP e divulgado há quatro anos, em dezembro de 2009, alertou o governo do Estado, na época sob a Administração do ex-governador José Serra (PSDB), sobre a fragilidade do sistema Cantareira. O governo foi então instruído a tomar medidas para evitar o colapso do abastecimento de água na Grande São Paulo.

O estudo apontou que já em 2009 o sistema apresentava déficits de grande magnitude. Os dados do Cantareira mostram que em fevereiro deste ano entraram 8,5 mil litros por segundo no reservatório e saíram 32,6 mil.

Um ano antes, 44,8 mil litros por segundo eram captados de rios e direcionados para o sistema Cantareira, enquanto 25,8 mil litros por segundo saíam do sistema para uso da população, deixando evidente a irregularidade do sistema.

Por Carol Scorce - ABCD Maior
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