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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/11/2016 | Setecidades
Chegada do período de chuva amplia medo na região da Jurubatuba
 Chegada do período de chuva amplia medo na região da Jurubatuba Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
A chegada do período chuvoso do ano somada ao atraso da conclusão das obras do Projeto Drenar, que visa minimizar os impactos de enchentes em São Bernardo, em especial na área central, deixa comerciantes da Rua Jurubatuba, uma das mais castigadas pelos temporais, com misto de revolta e apreensão. Lançado há pouco mais de três anos pelo prefeito Luiz Marinho (PT), o projeto de R$ 650 milhões provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, tinha prazo de finalização previsto para dezembro, período que foi estendido para o fim de 2017.

A obra envolve canalização de córregos na bacia hidrográfica do Ribeirão dos Meninos e construção de piscinões, como o do Paço, orçado em R$ 295 milhões e o que expõe maior morosidade dentre as intervenções do projeto. Inicialmente, o governo Marinho garantia a entrega do equipamento em junho, mas prorrogou o prazo depois de série de problemas, como demissões de operários da OAS – que executava os serviços ao lado da Serveng e solicitou recuperação judicial no ano passado –, além de atrasos em repasses de verbas da União e falha em estudos de solo, que não detectaram imensa rocha abaixo do terreno.

Embora a administração trabalhe com a expectativa de que o sistema operacional que envolve o túnel da Rua Jurubatuba e o piscinão do Paço – que terá capacidade de armazenar 190 milhões de litros de água – possam contribuir no combate às enchentes ainda neste verão, comerciantes e frequentadores da área central temem os já conhecidos alagamentos, apesar de a maior parte dos estabelecimentos da região possuir comportas. Em visita ao local, a equipe do Diário constatou que o ritmo dos trabalhos segue lento. Apenas nove funcionários atuavam na obra.

A demora para conclusão do projeto irrita os comerciantes da via, que nos últimos dois anos acumulam prejuízos e transtornos em consequência das intervenções de macrodrenagem. O vendedor José Airton Batista Alves, 22 anos, revolta-se com a lentidão do programa e enumera os gastos extra causados ao estabelecimento onde atua. “Vamos ter de elevar a altura da comporta em 12 centímetros. Além disso, gastamos R$ 3.500 para trocar a porta de vidro, que trincou depois que as obras começaram”. Ele diz ainda observar queda drástica no movimento. “Aos sábados, os clientes não têm onde estacionar. As pessoas estão evitando a Jurubatuba.”

A comerciante Maria Tereza de Souza, 56, relata momentos de terror por causa das obras. “A loja estava cheia de clientes e vendedores. De repente, tudo começou a tremer. Foi um pânico total. Todos correram para a rua”, lembra.

O estabelecimento da lojista Nanci Bassi, 70, fica a menos de dez metros da obra do túnel. Apesar de considerar o Drenar “mal necessário”, ela reclama dos transtornos causados. “Se acabar com as enchentes está bom. O problema é que está demorando muito e vejo cada vez menos pessoas trabalhando aqui. Tomara que termine antes das enchentes.”

Por meio de nota, a Prefeitura destacou que para minimizar impactos e garantir segurança no andamento das intervenções, a escavação do túnel sob a Rua Jurubatuba é monitorada 24 horas por dia via sensores e procedimentos de controle, que registram possíveis acomodações do solo”. Conforme a administração, possíveis problemas causados em imóveis são prontamente analisados e corrigidos. “Outros possíveis danos menores serão reparados ao fim dos serviços da escavação, quando o solo já estará acomodado”, promete.

Combate regional aos alagamentos é alvo de discussão há 16 anos

O debate sobre o que fazer para combater as enchentes de forma regional é discutido no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC há pelo menos 16 anos, sem solução. Exemplo atual é o Plano Regional de Macro e Microdrenagem, encomendado pela entidade em 2015 a custo de R$ 1,5 milhão e apresentado em setembro em sua versão completa.

O ‘mapa da enchente’ nas sete cidades aponta a necessidade de 259 obras – sendo 130 para microdrenagem e 129 para macrodrenagem, e a construção de 33 reservatórios – com investimento de R$ 2,94 bilhões, o que, na prática, torna a proposta inexequível, já que em momento de crise econômica não há previsão de auxílio na obtenção de recursos.

Para piorar, uma das principais propostas do estudo feito pela empresa KF2 Engenharia e Consultoria, a construção do piscinão Jaboticabal, corresponde a projeto engavetado em 2012 pelo Estado. O reservatório seria construído em São Bernardo, nas proximidades da Rodovia Anchieta, e na confluência entre os ribeirões dos Couros e dos Meninos, na divisa com São Caetano e São Paulo com custo de R$ 392,8 milhões. No momento, o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) prepara novos estudos sobre o tema.

Por Nelson Donato - Especial para o Diário
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