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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/12/2017 | Economia
Cegonheiros encerram parcialmente a greve
Cegonheiros encerram parcialmente a greve Após aceno da Volks, trabalhadores decidem liberar transporte somente de veículos de exportação. Foto: Nario Barbosa/DGABC
Após aceno da Volks, trabalhadores decidem liberar transporte somente de veículos de exportação. Foto: Nario Barbosa/DGABC
Exatos dez dias depois de paralisarem o transporte de veículos da Volkswagen, em São Bernardo, como forma de protestar contra o possível fim de contratos cinquentenários com a montadora, os motoristas de caminhão-cegonha do Grande ABC decidiram encerrar parcialmente e de forma imediata a greve após aceno da empresa em renovar o acordo. O Diário não localizou a empresa para confirmar essa negociação.
Segundo o carreteiro Renato Furriel, 53 anos, a categoria aceitou proposta das transportadoras de liberarem, pelo menos, o transporte de veículos de exportação. De acordo com esse trabalhador, o acordo foi fechado na sexta-feira, quando as empresas que prestam os serviços à montadora alemã informaram aos funcionários que a Volks teria garantido propor a continuidade do contrato à sede da empresa, na Alemanha, e que, diante disso, seria necessário voltar parcialmente ao trabalho.

“Pelo o que as empresas (terceirizadas) nos informaram, eles vão se reunir com a Volks na Alemanha na segunda-feira para definir como será, se (a montadora) poderá estender o contrato por mais cinco anos”, relatou Furriel, que trabalha para as empresas de logística Tegma e Ebrazul. Além dessas duas companhias, prestam serviços à Volks a Transzero e a Transauto. “Nós entendemos por bem liberar somente os (transportes de) veículos que devem descer para o porto (de Santos). Agora, o transporte dos carros para as concessionárias segue paralisado enquanto não houver definição”, explicou.

A paralisação começou no dia 30. Os trabalhadores alegam que a Volks ameaça encerrar os contratos longevos e concentrar o frete de seus carros zero-quilômetro em apenas uma empresa de fora do Estado, cujo o nome sequer foi revelado. A categoria reclama da falta de transparência da montadora, que também tem se negado a comentar o assunto com a imprensa. Segundo os cegonheiros, durante a paralisação, cerca de 2.000 veículos deixaram de ser transportados e, desse total, os carros destinados à exportação representam entre 20% e 30% do volume total do trabalho. Ao todo, o serviço concentra 5.000 empregos diretos, além de 20 mil indiretos.

O Diário mostrou na sexta-feira que os cegonheiros e suas famílias são responsáveis por 50% da movimentação do comércio e de outros estabelecimentos instalados no bairro Demarchi, em São Bernardo, e que a possível interrupção do trabalho afetará diretamente as vendas em mecânicas, autopeças, lanchonetes, bares, restaurantes, escola e até pet shop. A paralisação, segundo os carreteiros, é independente e não conta com apoio do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros).

Por Junior Carvalho - Diário do Grande ABC
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