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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/08/2007 | Tecnologia
CD faz 25 anos lutando pela sobrevivência
Há 25 anos, no dia 17 de agosto de 1982, o primeiro CD (compact disc) saiu da fábrica de produtos eletro-eletrônicos da Philips em Hanover (Alemanha), provocando uma revolução no mundo da música que ninguém poderia prever.

"No final dos anos 70 e início da década de 80, jamais tínhamos pensado que um dia a indústria do entretenimento e da informática optaria pelo CD digital para armazenar o volume crescente de programas e filmes", explica Piet Kramer, que participou como engenheiro do desenvolvimento do CD.

Desde os anos 90, o CD praticamente aposentou o disco de vinil e sua utilização se diversificou com novas funções como o CD-ROM e o DVD.

Em 25 anos, 200 bilhões de CDs foram vendidos. "Isso começou de maneira pequena, como a maior parte das revoluções", conta Paul Solleveld, porta-voz da empresa holandesa de entretenimento NVPI.

Inicialmente, a Philips desenvolveu a idéia de gravações digitais de imagens e produziu um CD a cores e com um tamanho de 33 rotações. Mas o vídeo-disco não atraiu o público. Este fracasso incitou os engenheiros da Philips a conceber um disco menor destinado unicamente para o áudio. Nascia o CD.

O início foi modesto, e se limitou à gravação do álbum "The Visitors" do Abba, uma das estrelas da Polygram, selo da Philips, e a uma da Sinfonia Alpestre de Richard Strauss com a regência de Herbert von Karajan.

Em um primeiro momento, a Philips produziu apenas 200 CDs, principalmente de música clássica, cuja qualidade sonora superior era antes de tudo voltada para os amantes da música.

Estes se entusiasmaram mais que os amantes do pop e do rock, e, segundo as previsões da Philips, estariam mais inclinados a comprar os CDs mais caros que os vinis, cujos primeiros modelos não custavam menos de 2 mil florins (ou seja 1,5 mil euros hoje, inflação incluída).

As gravações em CD captam nuances imperceptíveis no vinil. "Uma das primeiras gravações do pianista chileno Claudio Arrau pela Polygram revelou que ele respirava ofegantemente e grunhia ao tocar. Nos vinis não é possível ouvir, mas nos CDs o som é cristalino", explica Frank van den Berg, membro da equipa da Polygram encarregada do desenvolvimento do CD.

O CD decolava lentamente, até que em 1985, um grande grupo da época, o Dire Straits, lançou o álbum "Brothers in Arms", a primeira gravação exclusivamente digital. Este álbum vendeu mais de 1 milhão de exemplares e colocou o CD como o futuro da música.

"No final dos anos 80, as vendas decolaram visivelmente e chegaram ao ápice em 1991. Depois, começaram a cair", afirma Solleveld.

Futuro - Com a explosão da música baixada da Internet, dos leitores MP3 e de tocadores como o iPod, alguns duvidam que o CD atinja seus 30 anos.

Enquanto as vendas de CD recuam, as de música digital crescem rapidamente e poderão totalizar um quarto das vendas de música até 2010, segundo a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica).

Paul Solleveld está otimista. "De certa forma, o CD foi substituído pelos downloads e pelos MP3, mas acho que sempre terá seu lugar", prevê.

Por Diário Online - AFP
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