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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/09/2015 | Cidade
Casal aventureiro de Mauá encerra tour com perua pela América do Sul
Casal aventureiro de Mauá encerra tour com perua pela América do Sul Flor e Ivan na Veraneio 1973, que os levou durante mais de um ano a conhecer países vizinhos por toda a América do Sul. Foto: Rodrigo Pinto
Flor e Ivan na Veraneio 1973, que os levou durante mais de um ano a conhecer países vizinhos por toda a América do Sul. Foto: Rodrigo Pinto
Durante um ano e um mês, Veraneio Viajante conheceu todos os países sobre as quatro rodas de um Chevrolet da década de 1970

Veruska voltou para Mauá. Por mais de um ano ela ficou fora de casa. Quando a velha decidiu pegar a estrada, a coisa estava russa. Fugiu de tudo: trânsito, filas, trabalho, estresse e foi viver a aventura de passar por todos os países da América do Sul com apenas dois companheiros que carregou no colo todo esse tempo: Flor e Ivan.

Apesar de o nome soar um pouco russo, Veruska é nada mais que um modelo Chevrolet Veraneio, de 1973. Flor e Ivan formam o casal que conheceu toda a vizinhança do Brasil sobre quatro rodas, dormindo onde deu, conhecendo e participando de culturas diversas. O projeto ganhou o nome de Veraneio Viajante e acabou no último dia 4, quando amigos e familiares fizeram uma festa de boas vindas que durou três dias e duas noites.

O casal rodou mais de 42 mil quilômetros, passou por diversos países, enfrentou frio, calor, chuva, neve, praia e sertão. E por mais de um ano Flor e Ivan tiveram apenas um ao outro na maior parte dos dias. Todo o roteiro foi postado (http://www.veraneioviajante.com.br/).

Flor e Ivan na Veraneio 1973, que os levou durante mais de um ano a conhecer países vizinhos por toda a América do Sul. FOto: Rodrigo Pinto

Um ano e um mês exatos se passaram desde a partida. Saíram de Mauá, desceram até Ushuaia, na Argentina. “Eu queria morar lá. Tivemos um problema com o carro e logo conhecemos um brasileiro que nos ofereceu um trabalho até juntarmos o dinheiro para o conserto”, relembrou Flor. Nada disso. O espírito aventureiro de Ivan berrou no sul argentino e o casal percorreu a costa brasileira até as Guianas e de lá foram para os países hermanos.

FIRME E FORTE

O casal conta que poucas vezes Veruska arregou no caminho. Sobre a carroceria, improvisaram uma barraca. Dentro do veículo, compartimentos acomodam comida e até um frigobar. Apesar de o modelo estar quase completamente original, Ivan, que é engenheiro, adaptou as instalações elétricas internas de Veruska para ter acesso à voltagem de 120V. “Sempre que possível, ficávamos em camping. Mas dormimos muito na barraca ou dentro da Veraneio mesmo”, recordou.

De tantas recordações que trouxeram, Ivan se sente agradecido ao povo da Colômbia. “São pessoas muito acolhedoras. Falta carregarem você no colo”, avaliou. Em 13 meses, fizeram amigos e fãs que acompanharam a viagem pela internet. Flor descreveu momentos em que foram convidados a passar dias na casa dessas pessoas. “Recebemos diversas mensagens de apoio. É assim que a gente percebeu que existem pessoas boas, que abrem as portas de casa para você ficar quatro, cinco dias”, disse.

Veruska decide parar. Será mesmo?

Dona Inácia Rodrigues de Souza, 65 anos, é mãe de Ivan. É a única que pode responder a essa pergunta. “Esse menino não para. A gente deu uma festa de três dias para eles e eu fiquei de orelha em pé. Não demorou para ele comentar com os amigos que quer ir para a América Central”, disse, firmando as duas mãos no peito e com olhos lacrimejantes.

“Fiquei com o coração na mão quando eles inventaram essa viagem. O Ivan não para quieto, é muito aventureiro”, contou. Ela relembra quando Ivan foi de Mauá até Curitiba de bicicleta. Informação errada. Mas a boa senhora corrige: “No dia em que saiu, até achei legal essa viagem. Mas logo ele me liga e diz que continuaria pedalando até a Argentina. Coração de mãe é muito forte mesmo”, comentou.

A bicicleta usada nesse tour também fez parte da viagem pela América do Sul. “Eu já não me aguento parado na cidade. É só o tempo de conseguirmos levantar um dinheiro e voltamos para a estrada”, prometeu Ivan.

APRENDIZADO

Florinda Pinheiro e Ivan Rodrigues dividiram muitas experiências e garantem: a paciência foi uma das melhores lições tiradas dessa viagem. “ No começo, brigávamos e eram até três dias de cara fechada. Percebemos que poderíamos evitar isso”, garantiu Ivan. “Crescemos muito, porque conhecemos culturas e pessoas diferentes. Isso é o que vai ficar para sempre na memória”, reforçou Flor.

Por Renan Fonseca - ABCD Maior
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