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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/12/2017 | Cidade
Carga de salmão é incinerada após cinco anos em aeroporto
Carga de salmão é incinerada após cinco anos em aeroporto Valor gasto com armazenamento do peixe foi seis vezes maior que o da mercadoria. Foto: Nario Barbosa/DGABC
Valor gasto com armazenamento do peixe foi seis vezes maior que o da mercadoria. Foto: Nario Barbosa/DGABC
Após ficar cinco anos parada no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, uma carga de dez toneladas de salmão apodrecido foi incinerada na tarde de ontem em metalúrgica de Mauá. A mercadoria pertencia à Nordsee, empresa de importação e exportação de pescados e frutos do mar, mas um erro resultou na perda da carga.

Tudo começou em 2012, pois a companhia aérea TAM – que posteriormente passaria a ser Latam – desembarcou a carga procedente do Chile no Rio de Janeiro, quando deveria ser em São Paulo. O erro foi assumido pela companhia, que transferiu o produto para São Paulo e arcou com os custos de armazenamento.

De acordo com a porta-voz da Nordsee Meg Felippe, a confusão começou quando a documentação e o desembarque foram feitos em outro Estado. “Quando perceberam que não era para ser entregue lá, trouxeram para São Paulo e nos notificaram que havia chegado. Quando fomos fazer a tramitação para recolher, o desembarque não era daqui. Até provarmos que era de nossa propriedade e dar entrada para retirar, o peixe perdeu sua vida útil. Portanto, tínhamos de descartar.”

Felippe disse que a mercadoria tem, em média, 20 dias para ser recolhida, mas já havia passado dez além do prazo. De acordo com ela, não tinha uma normativa para descarte daquela mercadoria, portanto, ficou presa durante cinco anos no aeroporto. “Nós acompanhamos todo o processo de perto, mas até encontrarem uma forma para liberar essa carga, levou todo esse tempo.”

A GRU Airport, empresa responsável pelo aeroporto de Guarulhos, entrou com ação no Ministério Público, que informou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) sobre as cargas de origem animal que estavam paradas. Em conversa com a equipe do Diário, funcionário do órgão federal disse que diversos contêineres estão na mesma situação, e que todas as empresas foram notificadas para que o descarte seja feito.

Após a empresa ser informada pelo Ibama, o prazo estipulado é de até 30 dias para que se manifeste e apresente um cronograma para se desfazer do produto. Ainda existem 16 contêineres parados no aeroporto, que somam 44 toneladas com mercadorias de origem animal. “Há 15 empresas que não nos deram retorno. A cada dia a mais que ficam aqui, é aplicada uma multa. Já somamos R$ 500 mil em multas dessas cargas que permanecem abandonadas”, disse Lucas Thino, técnico da UT Guarulhos – Ibama.

Segundo ele, o impacto da carga de salmão estragado vai além do meio ambiente, pois envolve questões sociais e de saúde. “É um risco imenso. Peixe congelado já é um problema, mas em cinco anos acumula muitas bactérias, de modo que não sabemos o que pode ser encontrado. Sabemos que é um risco altíssimo para a saúde por ser infectante, e por isso tem de ser queimada”, explicou, antes de a carga ir para o forno.

Para manter a carga no aeroporto, o custo diário é de R$ 900, ou R$ 1,6 milhão em cinco anos, valor oito vezes maior que o preço da carga de salmão, avaliada em US$ 60 mil, ou cerca de R$ 200 mil (cotação de ontem).

A incineração foi realizada em Mauá, em forno a 1.200ºC, o que garante a queima dos gases, para que não ocorra emissão de poluentes no ar. Para finalizar o serviço de todo o material foram necessárias aproximadamente cinco horas, e exigiu parar completamente todas as operações da metalúrgica. O preço para incineração varia de R$ 4 a R$ 5 por quilo.

Por Bia Moço - Especial para o Diário
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