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DATA DA PUBLICAÇÃO 04/11/2016 | Política
Câmara de Santo André gastará 54% a mais em reforma
A Câmara de Santo André, presidida pelo bispo Ronaldo de Castro (PRB), despenderá 54,44% a mais nas obras executadas no prédio devido aos problemas estruturais encontrados a partir das chuvas, que têm feito estragos internos desde a decisão de mexer na laje do equipamento. O custo das intervenções chegará ao valor total de R$ 860,9 mil. O contrato com a empresa Ponto Forte foi firmado, inicialmente, ao preço de R$ 557,4 mil, e previsão de término em setembro. O republicano estendeu o termo no começo de outubro, assinando um aditivo de 23,95%, e subindo o montante em R$ 133,5 mil, o que já arrasta a reforma para fim de novembro. Desta vez, a presidência incluiu outro serviço: remoção e troca do piso de todos os gabinetes. E vai pagar mais R$ 170 mil.

A empresa será a mesma a tocar esse outro objeto do contrato. As obras no piso tiveram início em seis dos 21 gabinetes parlamentares, englobando os cinco vereadores do PT e Roberto Rautenberg (PRB) – o grupo tem realizado o atendimento aos munícipes no saguão no prédio, no térreo de maneira improvisada e precária. O presidente acredita que essa primeira parte ficará pronta na semana que vem. “Os outros gabinetes vamos começar no fim de novembro, reformando o piso, que por causa das chuvas inchou e solta mau cheiro, mas até 1º de janeiro vão estar todos com piso novo”, pontuou Ronaldo, alvo de críticas de colegas de Legislativo, pela situação verificada na Casa. “É lastimável”, apontou um vereador, que prefetiu não se identificar.

Mesmo com a interrupção da chuva ontem no período da tarde, a água escorria pelas paredes da Casa por volta das 15h, horário da sessão. Na escadaria que dá acesso ao plenário, um jato caia direto do teto. Funcionários da terceirizada puxavam a inundação no hall da Câmara. Com as infiltrações e goteiras, o dirigente novamente suspendeu a sessão ordinária, alegando seguir “laudo técnico”, que recomendou não realizar as atividades funcionais nas dependências. “É prevenção. Temos que evitar a circulação das pessoas e, desta forma, acidentes”, justificou Ronaldo. É a sexta vez que o republicano toma essa postura em razão do alagamento visto internamente. Ele nega ter escolhido errado o tempo das obras, há quase quatro meses.

Enquanto há esse estado crítico nas dependências, com sucessivos cancelamentos de sessão, e, às vezes, até do expediente dos servidores, projetos importantes como a Luops (Lei de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo) e Orçamento de 2017 continuam pendentes, além de inviabilizar as discussões políticas e manifestações de movimentos da cidade. Ronaldo ponderou que conversou ontem com o secretário de Cultura, Tiago Nogueira (PT), para solicitar reserva do anfiteatro Heleny Guariba, pedindo a transferência das sessões de terça-feira e quinta-feira, da próxima semana. “A superintendente fez requerimento”, alegou o presidente.

ADICIONAL

Apesar do transtorno atual, Ronaldo não descartou fazer outras duas obras na sede do Legislativo, embora seu período no comando da Casa tenha encerramento em 31 de dezembro. A primeira refere-se à instalação de catracas para controlar a entrada e saída de populares. A segunda trata de colocar espécie de redoma de vidro, um cercado no plenário, separando os parlamentares do público. “Pode ser que ainda dê (prazo). Depende de como está o processo. Se der tempo, quem sabe. A catraca, por exemplo, depende de parecer jurídico, fora inúmeras certidões, exigidas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado)”, sustentou.

Por Fábio Martins - Diário do Grande ABC
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