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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/09/2017 | Economia
Caixa financia só 50% do valor de imóveis usados
Caixa financia só 50% do valor de imóveis usados Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
Quem pensa em comprar a casa própria e está em busca de um imóvel usado terá, a partir de agora, de juntar entrada maior. Isso porque, desde ontem, a Caixa Econômica Federal passou a financiar apenas 50% do valor da casa ou apartamento, inclusive do Minha Casa, Minha Vida. Antes, era possível parcelar entre 60% e 70% do total, dependendo da linha de crédito contratada. Já para unidades novas a regra não muda, e 80% do valor pode ser parcelado pelo banco.

A Caixa, que responde por cerca de 70% do crédito imobiliário do País, informa que a redução dos limites ajusta o capital disponível da instituição financeira às condições do setor.

Na avaliação do presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), Marcos Santaguita, o mercado imobiliário está estagnado e, com esta nova medida, deve piorar. Dados da entidade apontam que entre 2013 e 2016 as vendas de imóveis – tanto novos quanto usados – na região recuaram 70,53%, de 10.054 para 2.962. “As pessoas vão deixar de comprar”, diz.

“Há mais ou menos um ano, um ano e meio, tivemos um vislumbre de melhora no setor porque os imóveis, que estão supervalorizados, começaram a apresentar redução nos preços para vender mais rápido”, lembra André Alcântara, consultor imobiliário da Imobiliária Brasília. “Mas esta mudança pode criar uma bolha imobiliária. O sonho da casa própria é irreal no País, pois dar entrada de 50% não é compatível com a nossa realidade”, completa.

“Nem todo mundo tem dinheiro para pagar à vista ou dar como entrada metade do valor”, concorda o documentista na E. Milani Corretora de Imóveis, Anderson Augusto.

“A situação é especialmente ruim para quem pensa em adquirir seu primeiro imóvel”, completa o consultor imobiliário da Olímpico Consultoria Renato Garcia.

Para Miguel Colicchio Neto, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, a alteração prejudicará especialmente os imóveis de menor valor. “As pessoas com menor poder aquisitivo são as que mais dependem do financiamento, por isso as residências mais baratas venderão menos”, assinala. “Os que têm maior poder de compra acabam comprando imóveis de maior valor e, geralmente, à vista ou com parcelamentos menores.”

Guta destaca também que essa redução em 20 pontos percentuais no total financiado irá impactar a cadeia moveleira e de eletroeletrônicos, já que essa diferença costumava ser utilizada para equipar a casa nova. “Agora, quem utilizava esta quantia para mobiliar a casa, terá que viver como em um acampamento, com pouca coisa, ou com os itens antigos”, exemplifica.

Tendência que deverá começar a se desenvolver é o aumento de casos em que as pessoas utilizam imóvel quitado como entrada para um de valor maior. Alcântara, por sua vez, avalia que o preço poderá cair ainda mais no longo prazo, a fim de estimular as vendas, que deverão engatinhar ainda mais.

Procuradas pela equipe do Diário, as demais instituições financeiras informam que não alteraram suas regras e financiam até 70% do custo de imóveis usados.

Por Flavia Kurotori - Especial para o Diário
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