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DATA DA PUBLICAÇÃO 29/11/2016 | Economia
Brookfield amplia sua atuação no Grande ABC
Brookfield amplia sua atuação no Grande ABC Foto: Arte/DGABC
Foto: Arte/DGABC
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra de 70% do capital social da Odebrecht Ambiental pela gestora de fundos canadense Brookfield. A aprovação do negócio consta de despacho da superintendência-geral do Cade publicado ontem no Diário Oficial da União.

Dessa forma, a empresa será a nova operadora dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto em Mauá, e pleiteia assumir também a tarefa em Santo André.

O atual governo andreense já deu todos os sinais de que pretende fechar o contrato de privatização do setor de distribuição de água e rede de esgoto com a Odebrecht Ambiental. O processo de licitação está em fase final, e a intenção é firmá-lo antes da mudança de gestão. O plano de privatização foi anunciado dois dias após a derrota do atual prefeito Carlos Grana (PT) para Paulo Serra (PSDB), na tentativa de reeleição.

A Odebecht Ambiental atendeu às exigências da apresentação de proposta técnica, recebendo 100 pontos da comissão designada por analisar os documentos. O contrato teria duração de 35 anos, em valores próximos a R$ 600 milhões. O prefeito eleito, no entanto, é contrário à medida.

De acordo com a professora da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) Juliana Inhasz, o aumento da participação de uma empresa estrangeira a níveis regional e nacional é muito importante, porque muitas companhias deixaram de investir no Brasil nos últimos dois anos. “Quando vemos empresas como essa expandindo negócio, o mercado começa a comprar a ideia de que está se recuperando e existe perspectiva sólida de recuperação.”

O coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, segue a mesma linha, ponderando que, se a companhia entrasse para competir e não adquirir outra empresa, seria mais interessante. “Mas se o Cade aprovou, todos os quesitos foram verificados e chegou-se à conclusão de que não fere a concorrência, não há problema nenhum nisso. Havendo fair play (jogo limpo) e respeito às normas locais o resultado é ótimo para a região.”

NA REGIÃO - A Incorporadora Brookfield, braço da empresa global, possui dois empreendimentos em Santo André: Century Plaza, no bairro Homero Thon, e Jardim Park, no bairro Jardim.

O primeiro é composto por complexo que conta com o Atrium Shopping, inaugurado no fim de 2013, e com cinco torres residenciais, prédio comercial e hotéis, ainda em construção. O segundo é integrado pelo Jardim Park House (residencial) e o Jardim Park Business (comercial).

Por conta de ambos os investimentos, a Brookfield possui em andamento algumas obras viárias como contrapartida, a fim de contribuir para desafogar o trânsito das localidades.

No Homero Thon, o grupo canadense construiu uma creche, que ainda não está aberta por falta de equipamentos de responsabilidade da administração municipal.

No mesmo bairro, ainda, a praça localizada entre as avenidas Giovanni Batista Pirelli e Capuava, e a Rua Maestro Leonid Urbenin, está em fase final de revitalização, após investimento de R$ 2 milhões. Também foi realizada mudança na Avenida Queirós Filho, entre a Avenida Santos Dumont e Rua José do Patrocínio, que passou a ter mão única no sentido Centro.

Já no Jardim, a Brookfield realizou o alargamento da Avenida Industrial, em duas faixas, em um trecho de 600 metros entre a Rua das Caneleiras e a Praça Galdino Ramos da Silva.

AQUISIÇÃO - A Brookfield adquiriu 70% da Odebrecht Ambiental e os outros 30% vão continuar com o fundo de investimento Fi-FGTS. A companhia foi colocada à venda pela Odebrecht, principal grupo investigado pela Operação Lava Jato, na tentativa de reduzir suas dívidas, na casa dos R$ 100 bilhões. O braço de saneamento emprega cerca de 6.000 pessoas e fatura R$ 2,5 bilhões por ano.

Estima-se que o negócio tenha valor inicial de US$ 768 milhões, podendo chegar a US$ 878 milhões, dependendo de transações adicionais que deverão ser incluídas no valor total da operação, desde que a companhia atinja metas de desempenho, combinadas entre as partes, durante os próximos três anos.

Centenária em solo brasileiro, empresa investe durante crise

A Brookfield Asset Management iniciou atividade no Brasil ainda no século 19, em 1899, com a criação da São Paulo Tramway, Light and Power Company, que desenvolvia sistemas de iluminação pública e transporte coletivo movidos a energia elétrica.

Passados 116 anos, a empresa canadense tem participação em 16 Estados brasileiros e emprega 17 mil pessoas. No último ano, investiu R$ 4,8 bilhões em aquisições e R$ 4,7 bilhões em expansões em solo brasileiro. Hoje soma R$ 41 bilhões em ativos sob gestão.

No seu leque de atuação no País, a divisão é de R$ 10,2 bilhões em energia renovável, R$ 9,7 bilhões em investimentos imobiliários, R$ 8,1 bilhões em private equity (fundo que investe em empresas maduras), R$ 7 bilhões em infraestrutura e R$ 5,6 bilhões em recursos sustentáveis.

No Estado de São Paulo, a gestora atua nos setores de incorporação imobiliária, infraestrutura, florestal, agropecuário, energia renovável e private equity.

A companhia presente em 30 países possui US$ 250 bilhões em ativos sob gestão, sendo mais da metade, US$ 139 bilhões, nos Estados Unidos, e US$ 17 bilhões na América do Sul.

Por Vinícius Claro - Especial para o Diário
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