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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/10/2014 | Educação
Brasil fica de novo fora do ''top 200'' de ranking das melhores universidades
Melhor colocada no ranking THE é a USP, na faixa de 201º e 225º lugares.

'Brasil está deixando passar muitas oportunidades', diz especialista.


Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo no ranking internacional Times Higher Education (THE), divulgado nesta quarta-feira (1º) em Londres. Considerado um dos mais respeitáveis rankings de avaliação de produção acadêmica, o ranking mostra em sua nova edição (2014-2015) uma leve melhora da Universidade de São Paulo, que subiu da faixa dos 226º a 250º lugares, obtida no ano passado, para a faixa de 201º a 225º lugares. A outra universidade brasileira que aparece no ranking é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que repete a colocação do ano anterior (301º a 350º lugares). A lista tem no total 400 universidades.

A melhor universidade do mundo, pelo quarto ano consecutivo, é o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos. Em segundo lugar está a Universidade Harvard (EUA), seguido por Oxford (Reino Unido), Stanford (EUA), Cambridge (Reino Unido), MIT (EUA), Princeton (EUA), Universidade da Califórnia Berkeley (EUA), Imperial College London (Reino Unido) e Yale (EUA).

O ranking avalia o desempenho dos estudantes e a produção acadêmica nas áreas de engenharia e tecnologia, artes e humanidades, ciências da vida, saúde, física e ciências sociais. Considera ainda pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional, além do ambiente de ensino. Desde o ano passado, metodologia para o novo ranking está a colocação de artes, humanidades e ciências sociais em igualdade às outras ciências.
É preocupante ver que um país do tamanho do Brasil, com grande potencial econômico, não tenha muito mais universidades na elite global."
Phil Baty, editor da THE

A USP figurava em 178º em 2011, subiu para 158º em 2012, e depois caiu para 226º/250º e agora subiu para 201º/225º. A Unicamp aparecia em 276º/300º em 2011, subiu para 251º/275º em 2012, e desde 2013 figura em 301º/350º.

A divulgação do ranking vem em um momento em que as principais universidades públicas do país passam por grandes dificulfades de orçamento. USP, Unicamp e Unesp, as três universidades estaduais de São Paulo, tiveram greve de quase quatro meses de professores e funcionários por causa de limitações salariais. A USP alegou que a folha de pagamento representa 105% do orçamento da instituição.

O ranking também tem subdivisões por áreas. Nas áreas de saúde e de ciências da vida, a USP aparece entre as 100 melhores universidades do mundo, nos 78º e 92º lugares, respectivamente. As outras áreas são engenharia, física, artes e humanidades e ciências sociais.

"É bom ver a USP fazendo algum progresso na tabela", avalia Phil Baty, editor da revista da THE. "Mas é preocupante ver que um país do tamanho do Brasil, com grande potencial econômico, não tenha muito mais universidades na elite global." Baty indica que movimentos para ampliar o uso do inglês nas universidades brasileiras, tanto nas aulas quanto nas pesquisas, pode ajudar a melhorar o desempenho das instituições do país.

O especialista indica ainda que o programa Ciência sem Fronteiras, que leva estudantes para intercâmbio de graduação e pós-graduação em outros países, é impressionante, "mas há um receio de que o Brasil esteja deixando passar muitas oportunidades, enquanto outros países em desenvolvimento estão fazendo progressos notáveis".

Posição da USP
O vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, diz que considera a variação das posições ocupadas pela universidades nos mais variados rankings internacionais como "natural". "A USP respeita tais classificações, mas não molda suas atividades a elas, mas sim às necessidades sociais", afirma Agopyan.
A USP respeita tais classificações, mas não molda suas atividades a elas, mas sim às necessidades sociais"
Vahan Agopyan, vice-reitor da USP

"Nossa pesquisa é reconhecida internacionalmente, o que pode ser expresso, por exemplo, na colocação alcançada na mais recente edição do ranking da Scimago [divulgado em setembro], em que a USP está entre as dez instituições mundiais que mais produzem trabalhos científicos de qualidade e relevância."

Os Estados Unidos dominam o ranking com 74 universidades entre as 200 melhores. Em seguida estão Reino Unido (29), Alemanha (12), Holanda (11), Canadá e Austrália (8). Entre estes países emergentes, o que mais se destaca é a Turquia, que aumentou de um para quatro instituições entre as 200 melhores. Coreia do Sul e Hong Kong também têm quatro universidades no 'top 200', a China tem três, Cingapura duas, Taiwan, Rússia, África do Sul e Israel uma.

O ranking THE é uma avaliação feita com mestres e doutores de diversos países sobre a reputação de cada universidade. A instituição britânica tem ainda um ranking geral de universidades que avalia 13 itens, e tem como principais concorrentes o ranking chinês ARWU (Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais), feito pela Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong) e o QS World University Rankings, produzido pela consultoria Quacquarelli Symonds. Existe ainda o ranking Webometrics, que mede a influência da instituição com sua produção na internet.

Entre as universidades brasileiras, a Universidade de São Paulo (USP) é a mais bem colocada em cada um dos rankings.


Por G1, em São Paulo
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