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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/09/2014 | Economia
Brasil é atrativo no setor de cosméticos
 Brasil é atrativo no setor de cosméticos Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Para conseguir reduzir o forte deficit comercial (importações superiores às exportações), que chegou a US$ 32 bilhões no ano passado, a indústria química nacional precisa se fortalecer em áreas com maior valor agregado, como cosméticos, fragrâncias para perfumes e espumas de poliuretano (com aplicação em estofados e como isolamento térmico e acústico na construção civil). Esses são alguns dos segmentos identificados como de maior potencial para atrair investimentos no País, segundo estudo encomendado pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e realizado pelas consultorias Bain & Company e Gas Energy. O gerente do departamento de Indústria Química do BNDES, Felipe Pereira, que apresentou o estudo ontem, em evento no Sindicato dos Químicos do ABC, assinala que a ideia é, a partir desse estudo técnico “apartidário”, apresentar propostas de planos de ações para quem quer que seja o presidente da República no ano que vem.

A pesquisa identifica 20 áreas consideradas de maior atratividade (além de cosméticos; fragrâncias; poliuretano; fibra de carbono, que é material usado na indústria aerospacial; defensivos agrícolas; lubrificantes e outros). Segundo Pereira, esses segmentos foram observados pelo potencial que existe no País, seja pela forte demanda ou pela disponibilidade de matéria-prima. No caso dos cosméticos, o levantamento aponta que o Brasil é o primeiro do mundo no consumo de perfumes, desodorantes e filtros solares, o segundo em produtos para cabelo e o terceiro em maquiagem. Mas, no setor, há US$ 250 milhões de deficit. Ele considera ainda que, com esse mercado, a indústria nacional poderia ser plataforma para exportar para a América Latina. Hoje, apenas 15% do mercado latino-americano desses itens são oriundos da produção brasileira.

Outra área que poderia ser melhor explorada, segundo o gerente do BNDES, seria a produção de poliuretano. “Na construção civil, achamos que há espaço para crescer muito. Na Europa, 64% dos imóveis têm isolamento térmico com poliuretano, no Brasil, só 4%”, diz. Além disso, nessa aplicação, o produto pode substituir o isopor, que é inflamável, enquanto aquele material, com aditivos, não é.

O estudo aponta ainda caminhos para desenvolver as áreas identificadas como de forte potencial, como qualificar mão de obra especializada e melhorar o marco regulatório (a legislação). Em relação a esse último ponto, Pereira cita que já há projeto no Congresso para que a indústria nacional possa ter menor burocracia para desenvolver produtos a partir da biodiversidade brasileira (por exemplo, as plantas).

Para o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Raimundo Suzart, a pesquisa do BNDES é importante para desenvolver o segmento, que conta na região com 950 indústrias e mais de 40 mil trabalhadores. Ele acrescenta que o fato de existir por aqui uma central de matérias-primas (o Polo Petroquímico do Grande ABC) ajuda. “É um facilitador”, diz .

Diadema se destaca no segmento
A identificação do setor cosmético como uma das áreas de alta atratividade para empresas investirem no País, como consta no estudo do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), pode beneficiar o Grande ABC.

Isso porque a região é um dos principais polos do segmento no País, concentrando em Diadema grande número de indústrias do ramo. “É a segunda cidade em produção no Estado e a quarta ou quinta no País”, assinala o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Iliomar Darronqui.

O município, que conta com cerca de 100 empresas dessa cadeia produtiva (incluindo produtores de embalagens, válvulas, tintas para decoração dos frascos, fragrâncias e etc.), gera 11 mil empregos e representa 6% da arrecadação municipal. Para incentivar a atividade, a Prefeitura realizou, há poucos dias, a primeira feira do segmento na cidade. Segundo Darronqui, já há a expectativa, entre os empresários do ramo, de que seja realizado outro evento desse tipo em 2015.

O secretário cita ainda que a intenção é ter, a partir do início do ano que vem, programa de APL (Arranjo Produtivo Local) do setor na região, para aglutinar as empresas e, com a articulação com entidades regionais, fortalecer a atividade. Ele acrescenta que o ramo de cosméticos tem crescido na casa dos dois dígitos anualmente. A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) projeta aumento de 11,8% no faturamento do setor em 2014 em relação aos números de 2013.

Por Leone Farias - Diário do Grande ABC
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