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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/02/2017 | Economia
Bradesco fecha 200 postos de trabalho no Grande ABC
Bradesco fecha 200 postos de trabalho no Grande ABC Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Uma das principais vias do Centro de Santo André, a Rua Senador Flaquer ficou ocupada pelos bancários da região na manhã de ontem, servindo de ponto de partida para o intitulado Carnaval das Demissões. A atividade tem como objetivo protestar contra os cortes realizados pelo Bradesco. Gheorge Vitti, secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Grande ABC, diz que a instituição demitiu cerca de 200 funcionários, somando os cortes de 2016 e os feitos nos dois primeiros meses deste ano.

Só no ano passado, por volta de 140 trabalhadores foram dispensados. Segundo Vitti, como a média salarial mensal de cada funcionário é R$ 5.000, deixam de ser injetados na economia local R$ 700 mil (mês), uma vez que essas pessoas estão desempregadas e sem poder de consumo ativo. No prazo de um ano, isso representa R$ 8,4 milhões.

As demissões vieram após a aquisição do banco HSBC, em julho. Isso fez com que o Bradesco aumentasse seu valor patrimonial, além de conquistar outras possibilidades de negócios com a migração da carteira de 5 milhões de clientes do HSBC. “Antes da compra, havia na região 1.250 trabalhadores no Bradesco e cerca de 400 no HSBC. Ou seja, 200 pessoas foram desligadas. Nosso contingente, hoje, nessa instituição é de 1.450 pessoas, somando as sete cidades”, detalha o secretário-geral.

No País, em 2016, o Bradesco demitiu 4.500 empregados. No último trimestre, a redução foi de 1.129 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015. Lembrando que a instituição teve lucro de R$ 17 bilhões na última temporada.

O protesto de ontem teve objetivo de alertar a sociedade e tentar reverter esse quadro. A ação se expandiu para todo o Estado, chegando também a Curitiba, no Paraná, sede da matriz do HSBC. “Solicitamos reunião com o Bradesco para o dia 14, mas ainda não tivemos resposta. Não podemos sobrecarregar os funcionários que ficam nem demitir pessoas que possuem diversas funções. Isso acarreta em piores condições de trabalho e de atendimento a clientes e usuários”, explica Vitti. Ele lembra que existe ação civil pública, julgada na semana passada, em Curitiba, que ordena que o Bradesco não pode promover demissão em massa, como tem ocorrido no País. Atualmente, a categoria contabiliza 7.000 funcionários no Grande ABC, somando todas as instituições financeiras.

Em resposta ao Diário, o Bradesco informou que não irá se posicionar.

Por Tauana Marin - Diário do Grande ABC
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