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DATA DA PUBLICAÇÃO 14/12/2016 | Setecidades
Bases móveis desagradam moradores
Bases móveis desagradam moradores Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
O Grande ABC mantém 21 bases de Segurança fixas, sendo 12 administradas pela PM (Polícia Militar) e pelo menos nove pelas GCMs (Guardas Civis Municipais), além de 31 equipamentos móveis – 21 e dez, respectivamente. Embora especialistas apontem benefícios em relação à substituição dos espaços físicos por unidades que se deslocam, tendo em vista questões financeiras e de estratégia de atuação, na prática, as administrações das sete cidades pouco avançaram em relação ao tema. Para a comunidade, a desativação de prédios amplia sensação de insegurança.

A eficiência dos dois modelos de policiamento também é debatida entre especialistas da área.
(A base fixa) É um modelo ultrapassado. Todo o policiamento moderno é feito de acordo com os locais onde os crimes estão acontecendo. Esse é o sentido, e não simplesmente deixar os policiais parados em um local só”, disse o especialista e ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho.

“A base móvel tem a vantagem do custo e da mobilidade. Já a fixa ajuda na perspectiva de polícia comunitária, funcionando como local onde o cidadão pode acessar. Acredito que as duas funcionem, dependendo do modelo de gestão”, pontuou a professora especialista em Segurança Pública da UFABC (Universidade Federal do ABC) Alessandra Teixeira.

Entre as 21 bases móveis existentes na região, oito estão em Santo André e duas em São Caetano. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não contam com o equipamento e as demais cidades não informaram a quantidade existente

A GCM de Santo André não mantém nenhum local fixo. Conforme a Prefeitura, este tipo de base não atende à necessidade da Segurança Pública, “pois acaba por engessar a segurança apenas naquele local”, disse em nota.

Uma das bases andreenses desativadas fica próxima à divisa de São Caetano, no bairro Utinga, onde apenas esqueleto do prédio é mantido. Moradores afirmam que desde que o local deixou de funcionar, há pelo menos quatro anos, os crimes aumentaram. “Moro aqui há 30 anos e hoje está muito pior (a violência). Estamos próximos da Avenida da Paz, que tem a entrada da Estação Utinga, onde muitos roubos acontecem. Raramente observamos policiamento”, disse o aposentado Sérgio Iavaroni, 76 anos.

A diarista Leonice Rodrigues, 56, que trabalha no bairro há pelo menos dez anos, pega ônibus até a estação em ponto em frente à estrutura da base. “Nunca tinha visto alguém ser assaltado aqui, mas no último mês vi dois ladrões roubando uma mulher. Sem dúvida, tínhamos mais segurança com a base.”

A base que existia no bairro Sacadura Cabral, em frente ao IML (Instituto Médico-Legal) foi demolida recentemente. De acordo com a Prefeitura, a ação evita depredações e ocupação indevida do local por população de rua ou usuários de substâncias psicoativas.

São Caetano tem o maior número de equipamentos de Segurança fixos (sete), além de dois móveis. A base da Vila Gerty, no entanto, é utilizada apenas no fim do ano. A comandante da corporação, Vanessa Herrera Pacheco, assumiu que a estrutura não é a ideal. “A população tinha que compreender que o mais importante são as rondas do que a viatura parada no local.”

Em Ribeirão, são duas bases fixas e nenhuma móvel, o que é ineficiente, conforme a própria administração. “Na maioria das vezes, os guardas-civis municipais escalados pelo posto não podem se deslocar para averiguações e atendimentos de ocorrência, solicitando então, o apoio de viaturas”, disse.

A Prefeitura de São Bernardo não respondeu sobre a situação das bases da GCM, porém a cidade mantém maior número de prédios da PM: seis. Entre eles, um fica em frente ao Largo São João Batista, no Rudge Ramos. “Me sinto mais segura quando chego aqui, mas o problema é o trajeto. Na Vergueiro, canso de ver gente sendo roubada”, disse a vendedora Lúcia Santos, 25.

Diadema não forneceu o número de bases móveis, porém não tem estrutura fixa. Mauá não retornou aos questionamentos e Rio Grande da Serra não possui GCM.

Por Yara Ferraz - Diário do Grande ABC
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