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DATA DA PUBLICAÇÃO 28/12/2017 | Setecidades
Balsa maior começa a operar em junho
Balsa maior começa a operar em junho Alvo de críticas, embarcação de travessia no Riacho Grande, em S.Bernardo, comportará até 40 veículos. Foto: André Henriques/DGABC
Alvo de críticas, embarcação de travessia no Riacho Grande, em S.Bernardo, comportará até 40 veículos. Foto: André Henriques/DGABC
A balsa João Basso, no bairro Riacho Grande, em São Bernardo, terá capacidade ampliada para carros e pedestres a partir de 29 de junho de 2018. A plataforma flutuante, alvo de críticas devido às filas quilométricas e ao tempo de espera de até três horas, passará a carregar até 40 veículos e 400 passageiros.

O prazo foi garantido ontem pelo representante da empresa Bravo Serviços Marítimos – contratada para o serviço –, André Bezerra, ao prefeito Orlando Morando (PSDB) e à diretoria da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), responsável pela operação da embarcação, na subprefeitura do Riacho Grande, durante assinatura da ordem de serviço para início dos trabalhos. “Como sou cuidadoso, vou dar até 1º de julho para estar funcionando”, declara Morando.

A balsa que passará por ampliação – atualmente com capacidade para 21 veículos e 240 pessoas – foi retirada do sistema em maio e substituída por modelo que comporta até 23 automóveis e 304 passageiros. A troca, entretanto, gerou protestos por parte dos moradores, tendo em vista a manutenção dos problemas.

A estimativa é a de que a melhoria – que começará no dia 4 de janeiro – demande R$ 2 milhões em investimentos, custeados pela Emae. “Quando a nova balsa ficar pronta, essa (que opera atualmente) vai para outra travessia, na Ilha Bororé (região do extremo Sul de São Paulo, a cerca de 30 km da Capital)”, diz o presidente da Emae, Luiz Carlos Ciocchi.

Para os cerca de 42 mil moradores da região do pós-balsa, em bairros como Tatetos, Santa Cruz e Taquacetuba, por exemplo, a expectativa é a de que o tempo de espera para a travessia sobre a Represa Billings seja reduzido pela metade. Morando considera a ampliação da balsa pagamento de dívida com a população da área. “Isso trará mais conforto e o que é melhor: agilidade”, observa ele, que deixou agendada para o prazo de 90 dias vistoria aos andamentos do serviço na sede da Emae, na Capital.

ANSIEDADE

Não ter de demorar tanto para chegar ao destino “é um sonho que vira realidade” para o instrutor Rubens Américo Silva, 43 anos, líder comunitário do bairro Santa Cruz, onde vive há 32 anos. “É uma melhoria significativa na qualidade de vida”, salienta.

O motorista de ônibus Quintino José Ferreira, 65, anseia pelo momento em que ganhará tempo para descansar e ficar com a família, após longo dia de trabalho. “Chego na fila ainda com sol no céu e pego a balsa quando já está escurecendo. A ampliação vai ajudar.”

O garçom José Rildo Lopes, 47, também comemora. “Já teve dia que fiquei três horas na fila. É um sofrimento, uma tortura. No fim de semana a gente até evita sair para não passar raiva.”

Segundo a Emae, a embarcação ampliada transportará, aproximadamente, 2,4 milhões de pedestres e 800 mil veículos em 58 mil viagens por ano.

Possibilidade de segunda embarcação será estudada

O prefeito Orlando Morando (PSDB) disse que a administração municipal contratará empresa para nortear estudos que mostrem a possibilidade de ter mais um atracadouro no Riacho Grande e, assim, duas balsas operando simultaneamente. “O compromisso cumprido é o da duplicação (da balsa João Basso). Ter uma segunda balsa operando não é um compromisso, nem do município, nem da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), é só linha de estudo”, pontua o chefe do Executivo.

O cenário de duas balsas seria a ideal, na visão do aposentado Valter José Ferreira, 66 anos, morador do bairro Tatetos e que, três vezes por semana, utiliza a travessia para se deslocar. “Uma balsa indo e outra voltando resolveria o problema da fila”, avalia.

Outro desejo dos moradores do pós-balsa é a abertura de acesso à Rodovia dos Imigrantes por meio da Estrada do Rio Acima para facilitar ainda mais a locomoção. No entanto, Morando diz que a proposta já foi negada pelo Estado. “A Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) foi taxativa de que não terá abertura”. A justificativa é a de que a rodovia é classificada como autoestrada do tipo fechada (classe zero), ou seja, sem a possibilidade de abertura de novos acessos.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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