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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/12/2007 | Cultura
Ator Norton Nascimento morre aos 45 anos
O ator paraense Norton Nascimento, 45 anos, morreu na manhã de ontem em São Paulo. Nascimento havia feito um transplante de coração em 2003 e estava internado desde a semana passada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Beneficência Portuguesa, da Capital. A causa da morte foi falência cardíaca provocada por uma infecção pulmonar. O enterro será hoje, às 10h, no Cemitério Parque Paulistano, em Embu das Artes.

Ex-jogador de basquete, Norton estreou na televisão em 1981, na novela Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa, exibida pela Band. Fez diversas participações em produções da Globo, com destaque para as minisséries Agosto (1993), Chiquinha Gonzaga (1999) e Aquarela do Brasil (2000), além das novelas Fera Ferida (1993) e A Próxima Vítima (1995), na qual fazia parte de um núcleo em que os atores negros representavam personagens de classe média alta, algo que o ator desejava desde o início da carreira. Na novela, contracenou com Antonio e Camila Pitanga, Zezé Motta e Lui Mendes.

No cinema, participou dos longas-metragens Carlota Joaquina - Princesa do Brasil (1995) e Araguaya - A Conspiração do Silêncio (2004)

Últimas aparições - Seu último papel foi na novela Maria Esperança, produzida este ano pelo SBT. O boxeador Nocaute, na novelinha protagonizada por Bárbara Paz, e as participações em O Sítio do Pica-pau Amarelo foram suas principais atividades na televisão depois do transplante.
Em 9 de outubro, gravou entrevistas para programas da Record e da Record News, as últimas que concedeu para a televisão.

Em nota divulgada ontem à tarde, o SBT informou que na semana passada havia convidado o ator para o próximo folhetim da casa, mas o contrato não foi viabilizado por conta das condições de saúde do ator.

Convertido à religião evangélica meses antes da cirurgia, Nascimento dividia o ministério de teatro da Igreja Renascer em Cristo com a mulher, a também atriz Kelly Cândia. Os dois se casaram em janeiro de 2003, poucos meses antes da descoberta do problema cardíaco do ator.

Kelly é sua segunda mulher. Do primeiro casamento, o ator deixa três filhos.

Transplante - Nascimento morreu exatamente dois dias depois do aniversário de quatro anos da delicada cirurgia. Naquele ano, descobriu uma anomalia cardíaca congênita: um aneurisma (dilatação) da artéria aorta. A cirurgia de correção ocorreu em 15 de dezembro, mas o coração parou de bater e era preciso um transplante urgente.
A partir daí, o caso ganhou ares de drama. Era preciso correr contra o tempo. Por conta da gravidade do caso, o ator virou prioridade na lista de espera de transplantes. Enquanto isso, sua circulação sangüínea era mantida com a ajuda de aparelhos.

Além da dificuldade de encontrar um doador de tipo sangüíneo compatível - Nascimento era O negativo, o mais raro -, era preciso também que o dono do coração pesasse mais de 85 quilos, dado o porte de atleta do ator.

Quando se estimava apenas mais algumas horas de vida com os aparelhos, apareceu o doador: o médico carioca Ricardo Veiga, de porte semelhante e que havia morrido em um acidente de carro. A cirurgia, realizada no mesmo hospital onde o ator esteve internado nas últimas semanas, foi considerada bem-sucedida pela equipe médica, já que não houve sinais de rejeição do novo órgão.

O período de internação durou quase dois meses. Quando recebeu alta, declarou que se engajaria em campanhas de doação de sangue e órgãos. O ator também fez questão de conhecer o pai do doador.

Em entrevistas concedidas pouco tempo depois da alta, declarou que depois de separar da primeira mulher, em 1999, sofreu com a depressão. Já reestabelecido do transplante, cogitou se tornar pastor da igreja que freqüentava.

Carreira Pública - Em 2005, o ator foi contratado pela Prefeitura de São Paulo para atuar na supervisão cultural da coordenadoria de ação social e desenvolvimento da Subprefeitura do Jabaquara.Entre suas atribuições, estava promover eventos e regulamentar o uso do Centro Cultural do bairro, localizado na Zona Sul da Capital.

Por Ângela Corrêa - Diário do Grande ABC
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