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DATA DA PUBLICAÇÃO 14/01/2013 | Cidade
Ato contra aumento de tarifa termina em conflito entre PM e estudantes
Ato contra aumento de tarifa termina em conflito entre PM e estudantes
Manifestantes e policiais entram em confronto em protesto contra aumento de tarifa de ônibus de Mauá
Polícia usou balas de borracha; jovens e policiais ficaram feridos


O que era para ser um protesto pacífico contra o aumento da tarifa de ônibus terminou em confronto entre policiais e manifestantes na tarde deste sábado (12/01), no Centro de Mauá. O ato foi organizado durante a semana por movimentos sociais que criticam o reajuste de R$ 2,90 para R$ 3,30. O novo preço está em vigor desde o dia 26 de dezembro.

O grupo se reuniu por volta das 14h em frente ao terminal rodoviário de Mauá. Impedidos de ocupar a praça localizada ao lado do terminal, os cerca de 400 manifestantes decidiram levar o protesto para as ruas próximas, com auxílio de carro de som.

O policiamento nas imediações foi reforçado com a presença da GCM (Guarda Civil Municipal) e da Polícia Militar. Pouco antes das 16h, o grupo retornou ao terminal e bloqueou uma das entradas de acesso dos ônibus. Guardas municipais fizeram um cordão de isolamento para impedir a entrada do grupo. De acordo com lideranças do movimento, a intenção não era invadir o terminal, mas discutir a situação do transporte público.

O confronto começou por volta das 16h30, depois que soldados da PM utilizaram bombas de efeito moral para dispersar jovens que estavam próximos ao carro de som. O conflito se espalhou entre manifestantes e GCMs. Bombas de efeito moral e balas de borracha foram utilizadas pela polícia. A violência atingiu também alguns usuários de ônibus que estavam em frente do terminal na hora da confusão.

“Em nenhum momento partimos para a violência. Não ofendemos os policiais nem mesmo incitamos as pessoas contra os policias. A confusão teve início quando a PM começou a soltar bomba e depois a GCM acompanhou. Virou um caos, bateram até em pessoas que não tinham ligação com o ato”, ressaltou William Lico, um dos participantes do protesto.

Paulo Souza, integrante do grupo “Política Sim, Patifaria Não”, também não vê justificativa para a violência. “Não sabemos porque a policia nos agrediu. Eles agiram covardemente porque os manifestantes estavam agindo de forma pacífica”. Uma pessoa foi detida e encaminhada para o 1º DP de Mauá, onde foi registrado Boletim de Ocorrência.

O comandante da GCM, Ismael Silva, afirmou que dois guardas foram feridos e encaminhados ao Hospital Nardini. “Não sabemos como começou. Lamentamos esse desfecho, que certamente poderia ter sido evitado.” A tenente Grasiela Costa disse que a violência não partiu da polícia. “Estamos aqui para garantir o livre direito de manifestação. O que aconteceu é que o pessoal barrou a entrada dos ônibus no terminal, o que fere o direito da outra parte. Fomos obrigados a retirá-los, a PM apenas se colocou em linha e eles vieram para cima.”

Os atos contra o aumento da tarifa nos ônibus municipais do ABCD devem continuar. O próximo encontro foi agendado para a sexta-feira (18/01) em Santo André.




Por Rosângela Dias - ABCD Maior
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