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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/07/2017 | Cidade
Ato cobra centro de referência
 Ato cobra centro de referência Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
Prédio abandonado e de propriedade da Prefeitura de Mauá, localizado na Avenida Governador Mário Covas, no Centro, foi ocupado pelo Movimento de Mulheres Olga Benário, que reivindica ao poder público a construção de centro de referência que atenda mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.

O grupo, com cerca de 90 pessoas, reveza-se no local desde quinta-feira e, durante todo o dia de ontem, promoveu mutirão para limpar o imóvel, que conta com sete cômodos e três banheiros.

“Essa casa passou mais de cinco anos fechada. Encontramos lixo e entulho por todo o chão. O espaço é relativamente bom, e reivindicamos um Cento de Referência para a Mulher, com a ideia de que não seja para permanência, mas um local que dê condição para que ela tenha nova chance de vida, com psicólogos, advogados, assistentes sociais e atividades voltadas à geração de renda, porque muitas não têm como se manter. Enfim, um espaço que devolva a dignidade das mulheres”, falou a coordenadora do movimento, Rafaela Carvalho, 28 anos.

A organização, que é nacional, ocupou no ano passado prédio que pertencia à Faculdade de Engenharia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte, conseguindo cessão de outro espaço para implantação do equipamento. O grupo também ocupa, desde o fim do ano passado, imóvel no Rio Grande do Sul.

“No Grande ABC tem poucas casas de referência à mulher, e a demanda é muito grande. Mulheres que têm de aguentar, muitas vezes, violência doméstica por não terem um lugar para ir, mulheres que morrem pelo simples fato de serem mulheres”, salientou Rafaela. A região conta com três unidades do tipo: o Vem Maria, em Santo André; o Centro de Referência e Apoio à Mulher Márcia Dangremon, em São Bernardo, e a Casa Beth Lobo, em Diadema.

A ocupação mauaense foi denominada Helenira Preta, em homenagem a Helenira Rezende de Souza Nazareth, líder estudantil perseguida e morta durante a ditadura militar. Sem energia elétrica, velas iluminam os cômodos da casa, cujo forro do teto está despencando. Nas paredes, foram escritas frases alusivas ao movimento. A água para limpeza e consumo vem de doações, assim como colchões, cobertores, materiais de higiene e os alimentos preparados na cozinha improvisada.

A ideia do grupo é promover atividades culturais durante a ocupação, como a batalha de poemas, realizada na noite de ontem. “Não vamos sair daqui. Enquanto não derem resposta concreta. A gente quer um espaço, pode ser em outro lugar, desde que o nosso movimento mantenha a gestão do local, pois sabemos que os centros que têm por aí são sucateados e queremos o melhor atendimento”, frisa Rafaela.

A Prefeitura de Mauá informou que o prédio ocupado é tombado pelo Condephaat-Ma (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico de Mauá) e está previsto para ser recuperado e transformado em espaço cultural. “Por isso, a reintegração de posse deve ser solicitada em breve”, declarou, em nota.

A administração ressaltou que manteve conversas com os ocupantes e que assistentes sociais e representantes da Promoção Social estiveram no prédio para dialogar com o movimento. “A criação de um centro de referência à mulher já está no plano municipal e as obras devem começar em breve, em outro endereço”, concluiu o Executivo.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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